Governo sírio diz que está pronto para intercambiar prisioneiros

Beirute, 13 fev (EFE).- O governo da Síria afirmou nesta segunda-feira que está pronto para trocar prisioneiros e reféns com "os grupos terroristas" dentro dos esforços para realizar a reunião dos próximos dias 15 e 16 em Astana, no Cazaquistão.

Uma fonte oficial síria destacou em comunicado que "o Executivo da República Árabe da Síria está preparado, de forma contínua e especial, no contexto dos esforços para a próxima reunião em Astana, a intercambiar os prisioneiros que tem em troca de reféns sequestrados por grupos terroristas".

A nota, divulgada pela agência de notícias estatal "Sana", ressaltou que a medida afetará tanto civis - mulheres, homens e menores - como militares.

A fonte oficial disse que esta decisão foi tomada "após contatos com ministérios e as partes envolvidas", e lembrou "o sucesso do Estado sírio na libertação de muitos civis e militares sequestrados por grupos terroristas".

O Estado "concede uma grande importância à vida e à segurança de todos os sequestrados sírios", destacou o regime sírio no texto.

A reunião em Astana, a segunda após a realizada nos 23 e 24 de janeiro, tem como objetivo consolidar a atual trégua na Síria, vigente desde 30 de dezembro e cujos garantidores internacionais são Rússia, Turquia e Irã.

A reunião na capital cazaque servirá de prelúdio para o reatamento das conversas de paz entre uma delegação governamental síria e outra da oposição em Genebra, na Suíça, a partir do próximo dia 20.

A libertação de detidos é uma das reivindicações dos opositores para iniciar as negociações.

Há cinco dias aconteceu uma troca de prisioneiros entre as autoridades sírias e grupos rebeldes na província central de Hama, onde mais de 100 pessoas foram liberadas.

O grupo Forças Revolucionárias da Síria, integrado por ativistas ligados à oposição, detalhou que os soldados governamentais colocaram em liberdade 55 pessoas, entre elas mulheres e crianças, que estavam retidas em prisões governamentais.

Os insurgentes, por sua vez, libertaram 54 pessoas, entre as quais havia mulheres que foram sequestradas em 2013 durante combates na área de Salma, na província vizinha de Latakia.

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