Kuczynski propõe norma migratória a Trump para deportar Toledo dos EUA

Lima, 13 fev (EFE).- O presidente peruano, Pedro Pablo Kuczynski, propôs a seu homólogo americano, Donald Trump, a aplicação de uma norma migratória para deportar o ex-presidente de seu país Alejandro Toledo, acusado de receber US$ 20 milhões em propina da construtora brasileira Odebrecht, explicou nesta segunda-feira o presidente do Conselho de Ministros do Peru, Fernando Zavala.

Em declarações à rádio "RPP Noticias", Zavala disse que "existe o mecanismo legal e foi isso o que mencionou o presidente Kuczynski nesta conversa" com Trump, mantida ontem por telefone.

"Existe uma norma, no marco das competências da lei de migração nos Estados Unidos, (com a qual) o Departamento de Estado pode avaliar a deportação de uma pessoa", explicou Zavala.

A opção mais demorada para conseguir a deportação do ex-presidente peruano é "o mecanismo do Departamento de Justiça com as informações enviadas pelo juiz" sobre o processo aberto contra Toledo no Peru por tráfico de influência e lavagem de dinheiro.

"O governo peruano cumpriu com a solicitação do juiz (de pedir a detenção de Toledo em nível internacional), mas o sistema nos Estados Unidos funciona de maneira diferente de outros países", indicou Zavala sobre o fato de o ex-presidente ainda não ter sido capturado, apesar da suspeita de que está na cidade de São Francisco.

"A solicitação entra pelo Departamento de Estado, este a entrega ao Departamento de Justiça, onde um juiz decide se ela procede ou não", manifestou.

Zavala ressaltou que o governo peruano atuou com todos os mecanismos da lei para evitar as acusações de uma suposta perseguição política, como argumenta Toledo, que foi presidente do Peru entre 2001 e 2006.

"Não fomos além da lei, não há nenhuma interferência política, nos cuidamos para estar dentro do marco da lei no Peru e no exterior", expressou.

Por outro lado, Zavala, que foi ministro da Economia durante o governo de Toledo, assim como Kuczynski, disse que "não podemos dizer que todos os que trabalharam com o ex-presidente Alejandro Toledo são corruptos ou que todos os que trabalharam em um determinado governo são corruptos".

Toledo disse ontem ser vítima de uma "caça às bruxas", pediu presunção de inocência e afirmou não ter cometido os crimes dos quais é acusado, em mensagem no Twitter na qual não esclareceu onde se encontra.

O ex-presidente peruano acrescentou que chamá-lo "fugitivo" é uma distorção maquiavélica e condicionou sua presença no processo a não ser prejulgado culpado.

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