Trudeau diz que não dará lições a Trump e que Canadá está aberto a refugiados

Washington, 13 fev (EFE).- O primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, assegurou nesta segunda-feira que não vai dar "lições" ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre amparada e segurança, mas que o Canadá manterá seu espírito de "abertura para os refugiados".

Em entrevista coletiva conjunta na Casa Branca, Trudeau afirmou que o Canadá "continuará com sua política de abertura à imigração e aos refugiados, sem comprometer a segurança", o que contrasta com as ordens executivas de Trump, que tentaram suspender todo o programa de asilo americano.

O primeiro-ministro canadense destacou que seu país recebeu mais de 40.000 refugiados da guerra civil síria com processos que não comprometem a segurança nacional.

Por sua parte, Trump disse que não vai "deixar que entrem as pessoas erradas" no país, para justificar sua ordem executiva que suspendia de maneira indefinida a amparada de refugiados sírios por medo de que se infiltrassem terroristas, apesar de não haver antecedentes disso.

Um tribunal federal de apelações desabilitou temporariamente esse decreto de Trump, que também suspendia durante 120 dias a chegada de refugiados de outras partes do mundo e detinha durante 90 dias a emissão de vistos a sete países de maioria muçulmana com histórico de terrorismo.

Trump defendeu hoje sua ordem executiva por ser "dura, mas de bom senso", e assegurou que está sendo "louvado" por sua postura e que ainda farão uma valorização da política de asilo, que vai "deixar as pessoas muito felizes".

Além disso, o presidente americano defendeu sua ordem de reforçar as agências encarregadas de fazer cumprir as leis migratórias e o aumento das batidas para deter imigrantes ilegais em todo o país, já que foi uma de suas promessas de campanha.

Trump destacou que é uma promessa eleitoral para "capturar os criminosos, os criminosos maus, com histórico de abusos e problemas e expulsá-los".

O presidente americano disse ainda que o secretário de Segurança Nacional, John Kelly, está fazendo um grande trabalho para manter "criminosos, traficantes de drogas" e os "realmente maus" fora do país, em referência às batidas de imigrantes ilegais, que a Casa Branca assegura que se centraram em pessoas com antecedentes penais.

No entanto, as organizações de defesa dos imigrantes asseguram que imigrantes ilegais com faltas leves ou sem antecedentes também estão sendo afetados pelo aumento das batidas de deportação.

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