Hollande critica distúrbios na periferia de Paris e pede calma à população

Paris, 14 fev (EFE).- O presidente da França, François Hollande, condenou nesta terça-feira os distúrbios que provocaram vários danos materiais na periferia norte de Paris nos últimos dias, ao mesmo tempo em que fez pedidos de calma à população.

Hollande pediu que se dê tempo à Justiça para investigar a violenta detenção de um jovem no último dia 2 na cidade de Aulnay-sous-Bois, origem da onda de distúrbios que terminou com mais de 100 detenções, vários veículos danificados e mobília urbana incendiada.

"Os jovens merecem respeito quando são submetidos a controles. E, quando há problemas, isto passa a ser de responsabilidade da Justiça", afirmou Hollande durante uma visita a Aubervilliers, a nordeste de Paris.

O presidente francês assegurou que a polícia deve "garantir a segurança" e a Justiça "ditar as sanções" em caso de distúrbios.

Hollande vem sendo muito criticado por alguns dos candidatos às eleições presidenciais que acontecem em abril, que consideram que ele não demonstrou firmeza suficiente após os atos violentos. No entanto, o chefe de Estado garantiu que rejeitará "qualquer provocação", e fez um pedido para que as pessoas acabem com o vandalismo das últimas noites.

"Não podemos aceitar que haja danos materiais por causa de um drama que eu mesmo denunciei", disse o presidente em uma cidade que se encontra no mesmo departamento de Aulnay-sous-Bois, onde aconteceu a agressão policial a Théo, um jovem negro de 22 anos que foi hospitalizado com um lesão de dez centímetros na região anal.

Os quatro agentes que o detiveram são acusados de uso de violência e um deles também foi indiciado por agressão sexual.

O relatório preliminar interno da polícia indica que a agressão anal foi "involuntária" e que, portanto, não houve estupro, algo que requer voluntariedade.

Hollande, que há poucos dias visitou Théo no hospital, lembrou que o próprio jovem pediu a seus concidadãos que não recorram à violência.

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