MP sul-coreano pede prisão de herdeiro da Samsung por caso "Rasputina"

Seul, 13 fev (EFE).- Os procuradores voltaram a solicitar nesta terça-feira a detenção do vice-presidente da Samsung Electronics e herdeiro do grupo Samsung, Lee Jae-yong, depois que o magnata foi novamente interrogado por vínculos com o caso da "Rasputina".

A equipe de procuradores que instruem o caso de corrupção e tráfico de influência que causou a destituição da presidente sul-coreana, Park Geun-hye, anunciou a solicitação de detenção de Lee por um crime de suborno, informou a agência "Yonhap".

O anúncio ocorre depois que o líder de fato da maior companhia sul-coreana compareceu hoje em Seul perante os procuradores que tratam de esclarecer se o conglomerado deu apoio financeiro a Choi Soon-sil, apelidada de "Rasputina sul-coreana", em troca do sinal verde do governo em um acordo de fusão de duas de suas filiais.

Lee foi interrogado pela primeira vez em 12 de janeiro em relação ao caso pela Procuradoria sul-coreana, que solicitou uma ordem de detenção sob acusações de suborno, desvio e perjúrio.

Esta foi rejeitada por um tribunal local ao considerar que não foi possível esclarecer se as doações ocorreram num caso de troca de favores.

A procuradoria sustenta que teve acesso a mais provas contra Lee com relação ao último pedido e que dará mais detalhes sobre isso nesta quarta-feira em entrevista coletiva, segundo informou "Yonhap".

Lee e outros responsáveis da Samsung admitiram ter dado cerca de 43 bilhões de wons (US$ 37 milhões) a entidades supostamente controladas pela "Rasputina" -apelidada assim por sua proximidade com a presidente-, mas negam que tenham recebido tratamento de graça por isso.

Lee Jae-yong tomou as rédeas do conglomerado em outubro depois que seu pai, Lee Kun-hee, sofreu um infarto em maio de 2014 que ainda o mantém hospitalizado e sem fala.

Choi permanece detida desde outubro ao considerar que, com a conivência de Park, confabulou para criar uma rede de corrupção na qual estão aparentemente envolvidos presidente, membros de seu governo e os principais conglomerados empresariais do país.

O parlamento sul-coreano aprovou em dezembro a destituição de Park; a decisão final está agora em mãos do Tribunal Constitucional, que tem até junho para decidir a favor ou contra o processo.

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