Venezuela critica acusações dos EUA contra Aissami: "Agressão gravíssima"

Caracas, 14 fev (EFE).- A chanceler da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou nesta terça-feira que as acusações de narcotráfico dos Estados Unidos contra o vice-presidente, Tareck El Aissami, são uma "agressão gravíssima" que "pretende vulnerar a esfera soberana" do país.

"Com esta agressão gravíssima se pretende vulnerar a esfera soberana do Estado venezuelano, e se violenta o direito à honra, à reputação, à dignidade e aos direitos humanos do vice-presidente, Tareck El Aissami", disse a chanceler em transmissão da emissora estatal "VTV".

Rodríguez assegurou, além disso, que este "ilícito internacional cometido por agências americanas" é um "fato sem precedentes" nas relações bilaterais.

Além disso, considerou "lamentável e altamente perigoso que a burocracia americana, em conjunção criminosa com atores violentos e extremos da oposição venezuelana, encaminhem as relações da nova administração a perpetuar os erros históricos cometidos", segundo sua opinião, pelo ex-presidente Barack Obama contra a Venezuela.

Posteriormente, em comunicado, a chancelaria da Venezuela qualificou de "infâmia" e de "mentira grotesca" as acusações feitas "contra uma altíssima autoridade do Estado".

A chancelaria assegura que estas ações dos Estados Unidos carecem de legalidade internacional e "vulneram flagrantemente o Direito Internacional Público, a institucionalidade internacional e os princípios fundamentais que regem a comunidade de nações (...) constituindo uma grave afetação e agressão".

Além disso, destaca que Aissami é "um proeminente analista criminologista, reconhecido por sua destacada gestão à frente da segurança cidadã" durante sua etapa como ministro do Interior no mandato do ex-presidente Hugo Chávez, e "por seu firme combate contra o narcotráfico e o paramilitarismo colombiano".

"Não toleramos, nem toleraremos, agressão alguma contra nosso solo, contra nosso direito a sermos livres nem contra nenhum irmão nascido nesta terra de homens e mulheres dignos e herdeiros da glória de Simón Bolívar e Hugo Chávez", conclui o comunicado.

O governo dos Estados Unidos impôs ontem sanções econômicas contra Aissami, a quem acusa de "desempenhar um papel significativo no tráfico internacional de narcóticos"

Por sua parte, o vice-presidente venezuelano qualificou hoje de "agressão miserável" as sanções econômicas, e afirmou que as recebe como "um reconhecimento de minha condição de revolucionário anti-imperialista".

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