Al Serraj nega reunião com Hafter e diz que Egito intermediou no pacto líbio

Trípoli, 15 fev (EFE).- O líder do governo de unidade líbio apoiado pela ONU, Fayez al Serraj, revelou nesta quarta-feira que não se reuniu pessolmente com o general Khalifa Hafter, homem forte do leste do país, e que o acordo da noite de terça-feira no Cairo foi negociado separadamente com as autoridades egípcias.

Em declarações ao jornal em árabe internacional "Al Sharq Al Awsat", o político garantiu que a esperada reunião não aconteceu devido à recusa do próprio militar e do presidente do parlamento em Tobruk, Aqilah Saleh.

"O general Khalifa Hafter e o presidente do parlamento com sede em Tobruk, Aqilah Saleh, recusaram a reunião. O diálogo levará às soluções, mas alguns intransigentes estão colocando obstáculos no diálogo, o que aumenta a agonia dos líbios", declarou Al Serraj.

Fontes ligadas ao encontro explicaram que a decisão de Hafter e Saleh de não se reunirem com Al Serraj está relacionada com a posição das milícias de Misrata, aliadas do governo de unidade e inimigas inflamadas do general.

Segundo o comunicado emitido pelas autoridades egípcias, as duas partes decidiram criar instrumentos para emendar o Acordo de Reconciliação nacional assinado em dezembro de 2015 na cidade marroquina de Skhirat sob auspício da ONU e que foi rejeitado pela câmara em Tobruk.

Esse parlamento, única autoridade reconhecida legalmente pela comunidade internacional, também se negou a reconhecer a autoridade do governo dirigido por Al Serraj, que carece de legitimidade e que quase um ano após ser formado não conseguiu assumir o controle da capital.

O acordo do Cairo abre as portas para a realização de novas eleições presidenciais em 2018 e à formação de um Exército unificado na Líbia, essencial para estabilizar o interior do país e combater o jihadismo e a imigração ilegal.

Mesmo sem a reunião frente a frente entre Al Serraj e Hafter, especialistas e analistas locais e estrangeiros insistem que o pacto estipulado na capital egípcia é o passo mais importante dado nos últimos meses para avançar rumo à paz e à reconciliação no país norte-africano.

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