Brasil autoriza extradição à Colômbia de traficante procurado pelos EUA

Rio de Janeiro, 15 fev (EFE).- O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a extradição do colombiano Eduard Fernando Giraldo Cardoza, conhecido como "Boliqueso", acusado de ser chefe de uma violenta organização criminosa em seu país e que também é procurado pelos Estados Unidos por narcotráfico.

A solicitação de extradição apresentada pela Colômbia foi aceita parcialmente na terça-feira pela Primeira Sala do STF, que, no entanto, determinou que o acusado cumpra primeiro a pena à qual pode ser condenado no Brasil por uso de documentos falsos, um processo que corre na 5ª Vara Criminal de Ribeirão Preto (SP), exceto se houver decisão pela conveniência do interesse nacional na expulsão do estrangeiro.

O relator do processo no STF, ministro Luís Roberto Barroso, ao avaliar a possibilidade de o acusado ser extraditado da Colômbia para os EUA no futuro, ressaltou que as autoridades colombianas devem exigir dos americanos os mesmos compromissos assumidos com o Brasil, como que Giraldo não seja condenado a pena de morte nem a prisão por mais de 30 anos.

O colombiano foi preso em abril de 2016 em um hotel de Ribeirão Preto. Agentes da Polícia Federal seguiram a esposa de Giraldo depois de as autoridades colombianas terem alertado que ela tinha entrado no Brasil pela Amazônia e que poderia visitar o marido.

A Colômbia solicitou a extradição de Giraldo pelos crimes de narcotráfico, homicídio qualificado e tortura. Segundo os documentos apresentados pelos colombianos à Justiça brasileira, ele liderava uma organização dedicada ao envio de cocaína ao exterior e a financiar outros grupos criminosos.

Ele é também acusado de ser o autor intelectual da tortura e posterior homicídio de um funcionário do Instituto Nacional Penitenciário e Carcerário da Colômbia.

Segundo a imprensa colombiana, "Boliqueso" iniciou sua carreira de criminoso como matador de aluguel em um grupo conhecido como "Los Rastrojos", integrada por 200 pistoleiros. Ele assumiu o comando da organização após uma guerra interna que deixou mais de cem mortos.

Posteriormente, um acordo com os narcotraficantes do "Urubãnos" o transformou em um importante líder do tráfico de drogas e também em alvo da Justiça dos EUA.

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