Justiça venezuelana congela contas bancárias e bens da Odebrecht no país

Em Caracas

  • Carlos Garcia Rawlins/Reuters

    Homem passa por construção com o logo da Odebrecht em Caracas, na Venezuela

    Homem passa por construção com o logo da Odebrecht em Caracas, na Venezuela

A Justiça da Venezuela mandou congelar as contas bancárias da Odebrecht no país e lhe proibiu de alienar ou taxar seus bens, móveis e imóveis, informou nesta quarta-feira (15) o Ministério Público do país caribenho.

Por meio de um comunicado, o MP venezuelano - que dirige a investigação sobre supostas irregularidades nas contratações da construtora brasileira na Venezuela - indicou que dita medida de bloqueio foi solicitada por dois de seus procuradores perante o 11º Tribunal de Controle da Área Metropolitana de Caracas, que finalmente tomou a decisão.

A Direção Geral de Contrainteligência Militar da Venezuela (Dgcim) vasculhou na noite de terça-feira os escritórios de Odebrecht em Caracas, dias depois de o presidente Nicolás Maduro e o parlamento terem pedido à Justiça para investigar o caso.

A procuradoria venezuelana reiterou hoje que supervisionou este procedimento que buscava, segundo disse, "obter elementos de interesse criminalístico".

"Dita investigação está dirigida a esclarecer a situação e determinar se as obras para as quais esta companhia foi contratada estão concluídas ou não; além de verificar qual seria o destino do dinheiro cobrado pelas mesmas, e para corroborar se alguns funcionários públicos se beneficiaram com essas negociações", detalhou o comunicado.

A procuradoria venezuelana lembrou que em janeiro solicitou uma ordem de apreensão contra uma pessoa - sem especificar seu nome - por estar supostamente vinculada com o caso, e requereu que seja incorporada ao alerta vermelho da Interpol, caso esta se encontre fora do país, para que seja apreendida e extraditada ao país caribenho.

Em dezembro de 2016, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos revelou documentos nos quais detalhava supostos subornos no valor de US$ 788 milhões pagos pela construtora brasileira em 12 países de América Latina e África.

No caso venezuelano, a Odebrecht teria pagado US$ 98 milhões em subornos para garantir contratações de obras públicas, segundo esses documentos dos EUA.

Algumas destas obras não foram concluídas e o governo venezuelano anunciou uma nova injeção de recursos e um plano para reativar os trabalhos com mão de obra local.
 

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