Mulher vietnamita é detida na Malásia por suposto assassinado de irmão de Kim

Bangcoc, 15 fev (EFE).- A polícia da Malásia informou nesta quarta-feira sobre a detenção de uma mulher com passaporte vietnamita pelo suposto assassinato na segunda-feira, no aeroporto de Kuala Lumpur, de Kim Jong-nam, irmão mais velho do líder norte-coreano, Kim Jong-un.

A detida é Doan Thi Huong, nascida em 31 de maio de 1988 em Nam Dinh, uma cidade do norte do Vietnã situada a 74 quilômetros ao sudeste de Hanói, indicou o diretor da Polícia, Khalid bin Abu Bakar, indicou em comunicado.

A mulher, que estava sozinha no momento de sua detenção no aeroporto internacional de Kuala Lumpur, aparecia nas gravações feitas pelas câmeras de segurança do aeroporto e era procurada pela polícia.

A gravação das câmeras de segurança do Terminal 2 do aeroporto da cidade malásia mostra uma mulher com traços asiáticos, pele branca e cabelo comprido que veste uma camiseta de cor branca e uma saia azul antes de entrar em um táxi.

Segundo as autoridades, essa é uma das duas mulheres que supostamente atacaram a vítima no recinto de saídas do aeroporto jogando no rosto um produto químico, embora alguns veículos de imprensa indiquem que ela injetou veneno na vítima.

O corpo do norte-coreano foi levado nesta manhã em uma ambulância escoltada por vários furgões da Polícia até o Hospital Geral de Kuala Lumpur, onde os legista determinarão a causa da morte e a identidade do falecido, segundo o jornal local "The Star".

Pelo menos três carros com matrícula diplomática e pertencentes à legação da Coreia do Norte no país estão estacionados no recinto hospitalar.

O inspetor geral da polícia malásia, Khalid Abu Bakar, indicou no último comunicado enviado aos veículos de imprensa que conforme os documentos da viajante, a vítima se chama Kim Chol e nasceu em Pyongyang em junho de 1970.

O norte-coreano faleceu na segunda-feira enquanto era levado a um hospital de Putrajaya, a capital administrativa do país, após adoecer subitamente antes de embarcar em um avião com destino a Macau, desde onde tinha chegado no último dia 6.

"A investigação está em curso e foi solicitado um exame para determinar a causa da morte", afirmou o inspetor.

O primeiro-ministro sul-coreano e presidente interino, Hwang Kyo-ahn, qualificou o assassinato de "brutal e desumano", enquanto o porta-voz do Ministério da Unificação desse país, Jeong Joon-hee, afirmou que Seul acredita que a vítima seja o irmão mais velho do líder norte-coreano.

Kim Jong-nam, de cerca de 45 anos, chegou a ser considerado como o melhor posicionado para substituir seu pai à frente do regime norte-coreano até cair em desgraça com a mudança de século, e desde então acredita-se que residia entre Hong Kong, Macau e Pequim sem ocupar nenhum cargo oficial.

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