Pentágono pode sugerir a Trump envio de tropas à Síria, segundo "CNN"

Washington, 15 fev (EFE).- O Departamento de Defesa dos Estados Unidos pode incluir o envio de tropas de combate à Síria entre as recomendações ao presidente Donald Trump para acelerar a luta contra os jihadistas do Estado Islâmico (EI), informou nesta quarta-feira a "CNN".

Segundo fontes de Defesa consultadas pela emissora, "é possível que vejamos forças convencionais no terreno na Síria por um tempo".

Essa medida, que o governo do ex-presidente Barack Obama tentou evitar o tempo todo para não ver-se imersa na guerra civil síria, pode ser uma das que serão apresentadas em breve por Trump.

Antes do final desse mês, o secretário de Defesa, James Mattis, deve entregar ao presidente americano uma lista de opções para acelerar o fim do EI na Síria e no Iraque.

O envio de tropas de terra, que as fontes da "CNN" não especificaram em número, acarretaria um maior nível de envolvimento americano no conflito sírio, por requerer um maior apoio aéreo e assumir um altíssimo risco.

Até o momento, os Estados Unidos se limitaram a participar dentro da Síria com um reduzido grupo de forças especiais, que apoiam aliados no terreno contra os jihadistas, como as Forças Democráticas Sírias (FSD).

Além disso, os EUA lideram uma coalizão internacional que realiza ataques aéreos contra posições do EI e da Al Qaeda dentro da Síria.

O posicionamento de tropas se daria no norte da Síria e teria também como objetivo tranquilizar à Turquia, um aliado que vê com maior preocupação o papel cada vez mais importante de forças curdas em todo o norte sírio.

Um papel mais ativo dos Estados Unidos na guerra síria também poderia obrigar a uma maior comunicação ou coordenação com a Rússia, que agora se limita a manter canais para evitar encontrões entre ambas forças armadas.

Além disso, Trump poderia receber em breve outras recomendações como a necessidade de mudar o equilíbrio de forças no Iraque, onde na atualidade há 5.000 soldados americanos em trabalhos de assistência militar, inteligência e contra o terrorismo.

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