Rússia afirma que já está preparando reunião entre Putin e Trump

Moscou, 15 fev (EFE).- A primeira reunião entre o presidente russo, Vladimir Putin, e o dos Estados Unidos, Donald Trump, já está estipulada e os preparativos estão em andamento, disse nesta quarta-feira a presidente do Conselho da Federação (Câmara alta do parlamento russo), Valentina Matveyenko.

"Há um acordo para a reunião entre nossos presidentes -o dos Estados Unidos e o da Rússia-, e estão em andamento intensos preparativos para o encontro", disse Matveyenko aos jornalistas.

A chefe da Câmara alta não deu detalhes sobre onde vai acontecer esta primeira reunião, mas afirmou que "estamos inclinados para uma agenda positiva, rumo ao restabelecimento de relações plenas, tanto políticas como econômicas e outras, com os Estados Unidos, e esperamos que eles tenham o mesmo enfoque", ressaltou.

A primeira reunião entre responsáveis da Rússia e da nova Administração americana vai acontecer na próxima quinta-feira em Bonn, entre o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, e seu colega americano, Rex Tillerson, no marco da reunião ministerial do G20, segundo anunciou hoje a porta-voz da Chancelaria russa, Maria Zakharova.

A reunião ocorrerá em um momento de crise interna no governo de Trump, por causa da renúncia do assessor de segurança nacional, Michael Flynn, após ser revelado que mentiu a altos cargos da Casa Branca sobre seus contatos com a Rússia antes da chegada ao poder do atual presidente americano.

Matveyenko também se referiu hoje à península da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014, e afirmou que "é uma parte da Rússia" que não admite discussão.

"A Crimeia faz parte da Federação Russa, para nós esta questão não será discutida, qualquer outra interpretação para nós é inaceitável", ressaltou.

Antes disso, a porta-voz das Relações Exteriores, Maria Zakharova, tinha insistido que a Rússia nunca devolverá Crimeia à Ucrânia porque é seu território soberano, em resposta às declarações da Casa Branca sobre o fato de Trump esperar a devolução dessa península a Kiev.

O porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, declarou ontem que Trump mantém uma "dura" posição sobre o conflito ucraniano e "espera da Rússia sua cooperação para diminuir a tensão na Ucrânia e a devolução da Crimeia".

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