Rússia responde a Trump que jamais devolverá Crimeia à Ucrânia

Moscou, 15 fev (EFE).- A Rússia jamais vai devolver a Crimeia à Ucrânia porque este é seu território soberano, afirmou nesta quarta-feira o Ministério das Relações Exteriores russo em resposta às declarações da Casa Branca de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, espera a devolução dessa península a Kiev.

"Nós não devolvemos nossos territórios. A Crimeia é território da Federação da Rússia", disse em entrevista coletiva a porta-voz da Chancelaria russa, Maria Zakharova.

O porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, declarou ontem que Trump mantém uma "dura" posição sobre o conflito ucraniano e "espera da Rússia sua cooperação para diminuir a tensão na Ucrânia e a devolução da Crimeia".

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, afirmou que a soberania da Rússia sobre a Crimeia sequer pode ser discutida, "porque a Rússia não discute os assuntos de seu território com os sócios estrangeiros".

Além disso, Peskov lembrou que o assunto da Crimeia não foi tratado na conversa telefônica que Trump e o presidente russo Vladimir Putin mantiveram há pouco.

O Kremlin espera que quando as relações com Washington melhorarem, a Rússia "terá oportunidade de explicar aos americanos, com tranquilidade e de forma construtiva, seus argumentos" sobre a anexação da Crimeia.

"O presidente (Putin) explica com paciência e de forma consequente o golpe de Estado na Ucrânia" que levou os cidadãos da Crimeia a solicitarem sua entrada na Rússia, apontou Peskov.

Em 16 de março de 2014, há quase três anos, a Crimeia realizou uma consulta popular não reconhecida por Kiev, nem pela comunidade internacional, na qual quase 97% dos eleitores disseram sim para a reunificação com a Rússia.

Após consumar a anexação do território ucraniano, o Kremlin apoiou os separatistas pró-Rússia do leste da Ucrânia que se levantaram contra Kiev, uma decisão que lhe rendeu duras sanções econômicas dos países ocidentais, com os quais atravessa na atualidade o pior momento de suas relações desde a Guerra Fria.

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