Sem mais dinheiro de aliados, EUA dizem que moderarão compromisso com a Otan

Bruxelas, 15 fev (EFE).- O secretário de Defesa dos Estados Unidos, James Mattis, alertou nesta quarta-feira que a Casa Branca moderará o compromisso com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) se os demais membros da aliança não aumentarem suas contribuições financeiras ao órgão.

"Os EUA cumprirão com suas responsabilidades, mas, se as outras nações não quiserem ver os EUA moderando seu compromisso com essa aliança, cada uma delas tem que apoiar nossa defesa comum", disse Mattis durante uma reunião dos ministros de Defesa da Otan, revelaram fontes diplomáticas.

Ao chegar ao encontro, Mattis ressaltou que a Otan é uma "base fundamental" para os EUA, mas pediu que cada aliado "assuma a parte proporcional" dos custos. O secretário de Defesa pediu um plano para que todos os países cumpram com a meta de investir 2% de seus PIBs no setor, como estabelecido na cúpula do País de Gales em 2014.

"Se um país alcançar o objetivo de 2%, precisamos da ajuda dele para que outros aliados também o consigam. Se há um plano, nossa aliança conta com os senhores para que acelerem seus esforços e mostrem resultados finais. E, se ainda não há, é importante que estabeleçam em breve", disse Mattis em discurso.

O chefe do Pentágono disse estar ciente da preocupação nos países europeus sobre o compromisso dos EUA com a Otan e a segurança no continente.. Além disso, afirmou compreender que eles busquem "garantias e clareza sobre as intenções americanas".

Para tentar responder à preocupação, Mattis disse no discurso estar representando o compromisso dos EUA e o forte apoio do presidente do país, Donald Trump, com a Otan. E também ressaltou que a Otan é "uma força de estabilidade na Europa e que ajuda a preservar as normas baseadas na ordem internacional em nível global e, em última instância, manter a paz e defender valores compartilhados".

Questionado sobre as declarações de Mattis em entrevista coletiva, o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, disse que o secretário de Estado dos EUA mostrou um "forte compromisso" com o órgão e destacou a importância de reforçar ainda mais a aliança.

"Isso foi muito celebrado na reunião, porque todos os demais ministros expressaram o mesmo compromisso com a aliança transatlântica. Todos entendemos que estamos mais seguros e mais fortes juntos", disse Stoltenberg.

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