Trump diz que informações sobre "conexões" com a Rússia "não têm sentido"

Washington, 15 fev (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, denunciou nesta quarta-feira que as informações sobre suas "conexões" com a Rússia, que vinculam assessores de sua campanha eleitoral com agentes da inteligência desse país, "não têm sentido", ao atacar de novo os veículos de imprensa por suas "teorias da conspiração".

"Estas informações sem sentido sobre conexões com a Rússia são simplesmente uma tentativa de encobrir os muitos erros cometidos na campanha derrotada de Hillary Clinton", disse Trump em um tweet, em referência a sua adversária democrata nas eleições de novembro.

Em outro tweet, o presidente afirmou que "os falsos meios de comunicação estão malucos com suas teorias da conspiração e ódio cego", ao mencionar especificamente as emissoras "CNN" e MSNBC.

De acordo com informações veiculadas nas últimas horas por vários veículos de imprensa, entre eles a emissora "CNN" e os jornais "The New York Times" e "The Washington Post", assessores da campanha presidencial de Trump e outros de seus colaboradores mais próximos mantiveram "reiterados contatos" com agentes dos serviços de inteligência da Rússia durante o ano anterior às eleições nos EUA.

O "New York Times" citou quatro funcionários e ex-funcionários sob condição de anonimato que revelaram registros telefônicos e chamadas interceptadas entre os assessores do agora presidente e os agentes russos.

Embora as chamadas fossem frequentes e, em algumas ocasiões, também envolvessem funcionários do Kremlin, as fontes citadas pelo "The New York Times" não encontraram provas de que esses contatos teriam derivado nos ataques cibernéticos à campanha de Hillary Clinton e ao Partido Democrata, dos quais a inteligência dos EUA culpa a Rússia.

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, desmentiu hoje as informações de que agentes dos serviços de inteligência russos mantiveram contatos com assessores de Trump e outros de seus colaboradores mais próximos.

Trump, por sua vez, denunciou em outro tweet que "a comunidade de inteligência" dos EUA está dando "ilegalmente" informação aos "fracassados" "New York Times" e "Washington Post".

Esta nova polêmica sobre a suposta conexão da equipe de Trump com a Rússia chega em meio ao escândalo pela renúncia de Michael Flynn como principal conselheiro de segurança nacional da Casa Branca depois de apenas 24 dias no cargo.

Flynn mentiu para o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, e para outros integrantes do alto escalão do governo sobre seus contatos com o embaixador russo em Washington, Serguei Kislyak, com quem falou sobre as sanções contra o Kremlin que o ex-presidente Barack Obama impôs antes de deixar a Casa Branca.

Por causa da renúncia de Flynn, vários congressistas, entre eles alguns republicanos, estão pedindo uma investigação sobre as circunstâncias de sua saída e os laços da equipe de Trump com a Rússia.

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