Guillermo Lasso quer repetir sucesso como banqueiro na política

Quito, 16 fev (EFE).- Pela segunda vez, Guillermo Lasso tenta se eleger presidente do Equador para reeditar do mais alto posto do governo o sucesso que teve como banqueiro, profissão que seus adversários usam para tentar tirar sua credibilidade.

Muitos lembram seu passado como ministro da Economia do presidente Jamil Mahuad e o ligam ao dramático episódio da crise financeira de 1999, a pior da história do país.

Lasso saiu do Banco Guayaquil em 2012, após uma longa carreira no mundo financeiro, onde começou como gerente do Banco ProCredit, foi vice-presidente e presidente do Banco Finansur, e depois ocupou esses mesmos cargos no Guayaquil. Mas sua trajetória como empreendedor começou muitos anos antes, quase sem perceber, ainda na infância, quando confeccionava enfeites para as festas de fim de ano e vendia por algumas moedas, que ele gastava em balas.

O agora candidato lembra daqueles tempos como de felicidade, uma época "cheia de ternura e alegria", sempre na companhia dos pais e dos irmãos. Eram anos de escassez econômica, mas de muito afeto e proteção que o levaram a uma adolescência na qual conseguiu seu primeiro emprego na Bolsa de Valores de Guayaquil, cidade onde nasceu em 1955.

À época, ele não completou os estudos universitários, mas obteve diploma em Administração de Empresas pelo Instituto de Desenvolvimento Empresarial (IDE) e seguiu uma longa trajetória no mundo das finanças antes de entrar para a política. Entre 1977 e 1980, trabalhou como gerente no Banco ProCredit e em 1978, fundou, com um dos dez irmãos, a Construtora Alfa y Omega.

Em 1980, Lasso entrou no Financiera del Sur (Finansur), banco do qual foi vice-presidente executivo e presidente, e que em 1989 se fundiu com o Banco Guayaquil. Nove anos depois, aos 34 anos, tornou-se vice-presidente e gerente geral do Guayaquil, e em 1994 foi nomeado presidente-executivo da instituição.

Guillermo Lasso entrou para a política em 1998, quando foi designado governador da província de Guayas. Ele ficou no cargo até agosto de 1999 e saiu para se transformar em "superministro" da Economia do governo de Mahuad. Isso lhe deu uma visão interna do mundo político e o ajudou a acumular experiência para almejar à presidência.

Aos 61 anos, ele acredita que "não existe um modelo de homem bem-sucedido, nem de fracassado". Em sua opinião, "o homem e a mulher são consequências de suas experiências positivas e negativas" ao longo da vida. Um exemplo disso foi, segundo ele mesmo, a gestão que lhe permitiu assumir o desafio de colocar o Banco Guayaquil nos primeiros postos do âmbito bancário equatoriano.

O candidato presidencial entende o empreendimento "como um exercício de criatividade" e garante que, para ele, "o dinheiro não é um fim em si mesmo".

Casado com María de Lourdes Alcívar, com quem teve cinco filhos, Lasso concorre às eleições como líder do movimento Creando Oportunidades (CREO) e se define como de centro ao falar de tendências políticas, apesar de durante sua trajetória ter recebido apoio de grupos de direita.

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