Herdeiro da Samsung é detido na Coreia do Sul após ser acusado de suborno

(Atualiza com novos dados).

Seul, 17 fev (EFE).- O herdeiro do grupo Samsung e vice-presidente da Samsung Electronics, Lee Jae-yong, foi detido nesta sexta-feira (data local), após ser acusado de suborno dentro do caso da "Rasputina sul-coreana", informou a agência Yonhap.

A detenção de Lee acontece depois que os procuradores que instruem o caso de corrupção que causou a destituição da presidente sul-coreana, Park Geun-hye, pediram na terça-feira uma nova ordem de detenção contra Lee.

O tribunal central de Seul autorizou a detenção no começo da manhã de sexta-feira por conta de "novas acusações e provas apresentadas", e o magnata de 48 anos foi preso imediatamente na prisão de Uiwang, ao sudoeste de Seul, informou o jornal "Korea Herald".

Os procuradores têm agora 20 dias para formalizar a detenção ou deixá-lo em liberdade condicional, segundo afirmou a agência "Yonhap".

A Justiça da Coreia do Sul tenta estabelecer se o diretor, de 48 anos, instruiu o conglomerado que lidera a dar apoio financeiro a Choi Soon-sil, apelidada como "Rasputina sul-coreana", em troca do sinal verde do governo em um acordo de fusão de duas de suas filiais.

Um tribunal de Seul rejeitou uma solicitação de detenção anterior em janeiro, mas os procuradores do caso argumentaram que, após três semanas de investigação adicional, tinham conseguido novas provas.

Além de suborno, os instrutores do caso acusam o principal responsável da Samsung de obstrução à Justiça e de violação da lei sobre a transferência de ativos no exterior.

Lee e outros dirigentes da Samsung admitiram ter pagado 43 bilhões de wons (cerca de R$ 114 milhões) a entidades supostamente controladas pela "Rasputina" - apelidada assim por sua amizade com a presidente e sua capacidade para influenciar em decisões do governo.

No entanto, Lee sempre negou qualquer irregularidade e o que seu grupo empresarial recebesse qualquer tratamento especial por isso.

Lee Jae-yong tomou as rédeas do conglomerado em outubro do ano passado depois que seu pai, Lee Kun-hee, sofreu um infarto em maio de 2014 que o mantém hospitalizado e sem fala.

A "Rasputina" está detida desde outubro depois que os procuradores consideraram que, com a conivência da presidente, confabulou para criar uma rede de corrupção na qual estão aparentemente envolvidos também outros membros de seu governo e dos principais conglomerados empresariais do país.

O parlamento sul-coreano aprovou em dezembro do ano passado a destituição da presidente Park. A decisão final está agora nas mãos do Tribunal Constitucional, que tem até junho para decidir a favor ou contra o processo.

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