Trump reclama de "tom de ódio" da imprensa na cobertura sobre ele

Washington, 16 fev (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reclamou nesta quinta-feira do "tom de ódio" em relação a ele de alguns veículos da imprensa americana, em especial da emissora "CNN", que voltou a ser atacada pelo republicano.

Em breve diálogo com Jim Acosta, correspondente da "CNN" na Casa Branca, durante uma entrevista coletiva, Trump disse, além disso, que o público já não acredita no que a imprensa diz.

"O tom é tão odioso. Eu realmente não sou uma pessoa ruim", reclamou Trump, citando um comentário sobre ele na televisão.

O presidente criticou quase todos os veículos de imprensa que fizeram perguntas na coletiva, que durou mais de 90 minutos. E repetiu, em várias oportunidades, que queria passar a vez de questionar para "repórteres amigáveis".

"A imprensa se tornou tão desonesta que, se não falarmos disso, estaríamos em falta com o povo americano. A imprensa está fora de controle, o nível de desonestidade está fora de controle", afirmou.

No início da entrevista coletiva, realizada após o anúncio de Alexander Acosta como indicado ao Departamento de Trabalho, Trump disse que ia se dirigir aos americanos, não aos jornalistas, que classificou de "convidados".

Trump insultou mais uma vez os grandes veículos de comunicação do país, como o "debilitado" "The New York Times", a "CNN" e suas "notícias falsas" e o "mal-agradecido" "The Wall Street Journal".

Os jornalistas desses veículos questionaram as conexões do ex-assessor de segurança nacional da Casa Branca, Michael Flynn, com a Rússia. O general reformado renunciou ao cargo na segunda-feira, quando o "The Washington Post" revelou que ele teria conversado sobre as sanções aplicadas por Barack Obama aos russos com o embaixador do país em Washington.

Trump também criticou a imprensa sobre a cobertura do trabalho de sua equipe na Casa Branca, afirmando que seu governo funciona como uma "máquina bem regulada".

"Eu ligo a TV, abro os jornais e vejo matérias sobre o caos (do meu governo). É exatamente o oposto. Essa administração está funcionando como uma máquina bem regulada, apesar de eu não ter meu gabinete aprovado", disse o presidente.

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