Ex-paramilitares deslocam 96 famílias colombianas na fronteira venezuelana

Bogotá, 17 fev (EFE).- Um total de 96 famílias colombianas foram obrigadas a abandonar suas casas nos municípios de Teorama e Tibú, perto da fronteira com a Venezuela, por pressões de grupos herdeiros do paramilitarismo, informou nesta sexta-feira o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).

Entre as famílias deslocadas, algumas foram para a Venezuela, enquanto outras fugiram para o município colombiano de Convención, informou o organismo em comunicado.

Segundo os dados do escritório da ONU, os deslocamentos começaram no dia 10 de fevereiro nesses dois municípios, que fazem parte da região do Catatumbo, no departamento do Norte de Santander.

Nessa região operam as guerrilhas das Farc, o Exército de Libertação Nacional (ELN) e um reduto do Exército Popular de Libertação (EPL), considerado uma quadrilha narcotraficante pelo governo, além de grupos herdeiros do paramilitarismo e outros dedicados ao contrabando.

Segundo o comunicado de OCHA, ainda "é evidente que persiste o temor generalizado na população e há risco de ocorrerem novos deslocamentos em massa na região".

OCHA informou que as autoridades tradicionais do povoado indígena Barí também denunciaram a presença de um grupo armado herdeiro do paramilitarismo nas comunidades de Sahpadana e Brubuncanina. Por isso, há risco de deslocamento nas comunidades de Ocbabuda e Suerera.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse na terça-feira passada que "preocupa muito a crise humanitária" na fronteira com a Colômbia e "centenas" de colombianos chegaram ao país devido à "guerra" com os paramilitares.

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