Infanta Cristina é absolvida, mas seu marido é condenado à prisão

Palma (Espanha), 17 fev (EFE).- A infanta Cristina, irmã do rei Felipe VI, foi absolvida nesta sexta-feira enquanto seu marido, Iñaki Urdangarin, foi condenado a seis anos e três meses de prisão por um caso de corrupção.

A infanta foi sentenciada, no entanto, a pagar junto com Urdangarin 265 mil euros (cerca de US$ 282 mil) em qualidade de corresponsável civil a título lucrativo.

As sentenças, anunciadas pela Audiência de Palma de Mallorca (Ilhas Baleares) que os julgou junto com outras 15 pessoas por desvio de fundos públicos, entre outros crimes, podem ser apeladas à Corte Suprema.

A primeira reação chegou da própria Casa do Rei, cujo porta-voz expressou o "respeito absoluto à independência do Poder Judiciário".

O advogado da infanta Cristina, Miquel Roca, afirmou que a irmã do rei "recebeu com satisfação" a decisão da Audiência de absolvê-la, embora tenha mostrado seu "desgosto" com a condenação de seu marido porque "continua acreditando em sua inocência"

O principal acusado no caso, Diego Torres, ex-sócio de Urdangarin, foi condenado a oito anos e meio de prisão por cinco crimes de corrupção.

O tribunal condena o cunhado do rei Felipe por enriquecimento com fundos públicos através da trama corrupta de contratação que organizou o Instituto Nóos, a associação sem fins lucrativos que ele presidia.

O promotor Anticorrupção das Baleares, Pedro Horrach, anunciou após conhecer a decisão do chamado "Caso Nóos" que avaliará "quase de forma imediata" se pede a prisão de Iñaki Urdangarin e de Diego Torres.

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