OEA e CIDH condenam censura à imprensa na Venezuela

Washington, 17 fev (EFE).- O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, e a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) condenaram nesta sexta-feira de maneira contundente a censura à imprensa do governo venezuelano.

"Esta semana o governo da Venezuela, de forma autoritária, voltou ao ataque contra a liberdade de expressão, a democracia e o direito à informação do povo venezuelano", disse Almagro em um breve vídeo gravado para a "CNN en Español".

O governo venezuelano ordenou na quarta-feira a suspensão imediata do canal no país por considerar que seus conteúdos "difamam e distorcem a verdade" e atentam "contra a paz e a estabilidade democrática".

O canal exibiu há uma semana a reportagem "Passaportes na sombra", sobre uma suposta rede de venda de passaportes venezuelanos a cidadãos de países do Oriente Médio em troca grandes quantias de dinheiro.

Para Almagro, uma das vozes internacionais mais críticas ao governo venezuelano, a suspensão do canal reforça "um regime de censura prévia incompatível com os instrumentos interamericanos que proíbem a censura para informações de notório interesse público".

"Defender a liberdade de imprensa e que os jornalistas se expressem é defender a democracia. Estes são os valores que temos que recuperar na Venezuela, já!", pediu o secretário-geral da OEA.

Por sua vez, a Relatoria Especial para a Liberdade de Expressão da CIDH condenou "as recentes ações e decisões de funcionários, organismos e o aparelho de segurança do Estado da Venezuela de censurar a imprensa e veículos de comunicação estrangeiros que investigam fatos de interesse público em solo venezuelano ou divulgam informação sobre a gestão de governo".

Em comunicado, a Relatoria expressou também ser alarmante a "repetição e o impacto destas medidas na liberdade de expressão e na vigência da ordem democrática na Venezuela".

Tanto a CIDH quanto Almagro condenaram, além disso, a recente detenção de dois jornalistas brasileiros da "Rede Record" por parte das autoridades da Venezuela no estado de Zulia, quando faziam uma reportagem sobre uma obra inacabada da construtora Odebrecht, envolvida em um escândalo de corrupção internacional.

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