EUA pedem que Maduro liberte presos políticos e restaure processo democrático

Em Washington

  • Juan Barreto/AFP

    Leopoldo López, em foto de 2013

    Leopoldo López, em foto de 2013

Os Estados Unidos pediram neste sábado (18) ao governo da Venezuela a "libertação imediata de todos os presos de consciência" e a "restauração de um processo democrático que reflita a vontade do povo", segundo um comunicado do Departamento de Estado.

Os EUA estão "consternados e preocupados" pelo fato de "o governo da Venezuela seguir detendo e encarcerando" cidadãos "por suas convicções políticas", e pedem a libertação dos "mais de 100" que estão detidos, entre eles o líder opositor Leopoldo López, que hoje completa três anos na prisão.

O presidente dos EUA, Donald Trump, já pediu a libertação de López nesta quarta-feira depois de se reunir com sua esposa, Lilian Tintori, na Casa Branca, dois dias depois que seu governo impôs sanções econômicas contra o vice-presidente venezuelano, Tareck El Aissami, por suposto narcotráfico.

Os EUA estão "consternados" não só pelos "presos políticos", mas também por outras ações tomadas pelo governo da Venezuela "para criminalizar a dissidência e negar a seus cidadãos os benefícios da democracia".

Assim, o governo dos EUA pediu "à imediata libertação de todos os presos de consciência", mas também o "respeito do Estado de direito", "da liberdade de imprensa", "da separação dos poderes constitucionais" e "da restauração de um processo democrático que reflita a vontade do povo da Venezuela", sem detalhar mais a respeito.

Na nota, os EUA citam alguns "presos políticos": o fundador do partido Vontade Popular (VP), Leopoldo López, o ex-prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, e o ex-prefeito de San Cristóbal, Daniel Ceballos, assim como "muitos outros estudantes, ativistas, jornalistas e manifestantes pacíficos".

Este comunicado do porta-voz interino do Departamento de Estado, Mark Toner, é o terceiro passo significativo do governo Trump em só uma semana sobre sua política em relação à Venezuela.

Aissami, a quem impôs sanções econômicas na segunda-feira, é o cargo mais alto do governo venezuelano sancionado pelos Estados Unidos, uma decisão que o Executivo de Nicolás Maduro considerou "inaudita e infame", assim como uma "miserável agressão".

Na quarta-feira, Trump irritou Caracas de novo ao pedir a libertação de López depois de se reunir com Tintori na Casa Branca.

Trump, que durante sua campanha deu poucas pistas sobre sua política em relação à Venezuela, falou da situação na nação caribenha nos últimos dias, separadamente, com os presidentes de Peru, Colômbia e Argentina, segundo as informações oficiais sobre suas ligações telefônicas.
 

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