Senador McCain diz a Trump que "ditadores" começam reprimindo à imprensa

Washington, 18 fev (EFE).- O senador e ex-candidato presidencial republicano, John McCain, afirmou que "os ditadores começam reprimindo à imprensa", depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que alguns veículos de comunicação são "o inimigo do povo".

"Se queremos preservar a democracia como a conhecemos, temos que ter uma imprensa livre e, muitas vezes, adversária. E, sem ela, temo que perderíamos muitas das liberdades individuais com o tempo. Assim é como começam os ditadores", afirmou o senador em um trecho de uma entrevista à emissora "NBC" que será transmitida na íntegra neste domingo.

"O primeiro que fazem os ditadores é calar à imprensa. E não estou dizendo que o presidente Trump está tentando ser um ditador, só digo que precisamos aprender com as lições da história", acrescentou o legislador, uma das vozes republicanas mais críticas ao governo Trump.

McCain reagiu assim à polêmica mensagem de Twitter na qual na sexta-feira Trump acusou alguns veículos de comunicação americanos de serem "o inimigo do povo".

"Os veículos de comunicação com NOTÍCIAS FALSAS (os fracassados "The New York Times", "NBC", "ABC", "CBS", "CNN") não são meu inimigo, são o inimigo do povo americano", escreveu o presidente americano na rede social.

Hoje, em outra mensagem no Twitter, Trump voltou a pedir aos cidadãos que não acreditem nos grandes veículos de comunicação, aos quais voltou a acusar de publicar "notícias falsas" sobre sua Casa Branca, que, segundo sua opinião, funciona "muito bem".

Os ataques de Trump aos veículos de comunicação mais prestigiados dos Estados Unidos, entre eles "The New York Times" e a emissora "CNN", acontecem desde sua campanha eleitoral, durante a qual foi possível ver seus apoiadores lançado insultos aos jornalistas que cobriam seus comícios.

Nesta quinta-feira, em uma longa e caótica entrevista coletiva, Trump confrontou vários jornalistas e voltou a lançar um de seus frequentes ataques aos veículos de comunicação.

"Muitos dos veículos de comunicação em Washington, junto com os de Nova York e Los Angeles especialmente, não falam para o povo, fazem-no para interesses especiais. O povo já não acredita em vocês. Talvez eu tenha algo que ver nisso", declarou.

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