Parlamento venezuelano aprova acordo em respaldo ao prefeito preso Ledezma

Caracas, 19 fev (EFE).- O parlamento venezuelano, de maioria opositora, aprovou neste domingo um acordo em respaldo ao prefeito metropolitano de Caracas, Antonio Ledezma, que hoje completa dois anos privado de liberdade, a maior parte desse tempo em prisão domiciliar.

No documento aprovado, foi acordado "expressar profunda preocupação pela privação de liberdade do prefeito metropolitano de Caracas, Antonio Ledezma, no que é sem dúvida um julgamento por motivos políticos com o qual são violados seus direitos constitucionais e legais".

Além disso, o documento afirma que com a privação de liberdade de Ledezma foi "vulnerado" o direito dos eleitores a escolher seus governantes.

Entre as considerações do acordo, é apontado que ao prefeito "foi negada a possibilidade de incorporar como defensor de seus direitos humanos o senhor Felipe González", ex-presidente do governo da Espanha.

O documento também pede que "autoridades judiciais e o Ministério Público constatem os fatos apontados" nas considerações do acordo entre as quais se indica que para seu caso houve, aparentemente, "falsificação de documentos".

Foi acordado, além disso, enviar uma cópia deste documento parlamentar ao Supremo Tribunal de Justiça, à Promotoria e à Defensoria Pública "para que adotem as ações que julguem necessárias".

A sessão foi realizada em uma quadra esportiva próxima ao edifício no qual está localizada a residência de Ledezma, desde onde foi possível ver o prefeito, que em várias oportunidades foi à janela para saudar os presentes com uma bandeira da Venezuela na mão.

O prefeito, detido em 2015, é identificado com a ala radical da oposição, liderada por Leopoldo López, e foi acusado há um ano pela Promotoria, que pede para ele 16 anos de prisão por supostamente incorrer nos crimes de conspiração e formação de quadrilha.

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