Argentina nega conflito de interesse em licitação de rotas aéreas

Buenos Aires, 1 mar (EFE).- O governo da Argentina negou nesta quarta-feira a existência de um conflito de interesses na licitação de rotas para companhia aérea colombiana Avianca no ano passado, um fato que fez com que um promotor pedisse uma investigação contra o presidente do país, Mauricio Macri, seu pai e membros do governo.

"Não há nenhum tipo de conflito de interesses. O que há é a vocação absoluta de conectar o país, multiplicar os voos e que dispute quem quiser disputar", afirmou o chefe de gabinete de Macri, Marcos Peña, em entrevista coletiva.

O titular da Promotoria Criminal e Correcional Federal, Jorge Di Lello, pediu uma investigação contra Macri e seu pai, o empresário Franco Macri, assim como outros funcionários do governo, da Avianca e empresários do setor aéreo.

Segundo o promotor, eles são suspeitos pelos crimes de "formação de quadrilha, negociações incompatíveis, defraudação contra a administração pública e tráfico de influência".

De acordo com o Ministério Público Fiscal da Argentina, as irregularidades teriam sido cometidas nos contratos do governo com a Avianca depois de a companhia ter comprado a Macair Jet, propriedade do conglomerado comandado pelo pai do presidente.

Peña reiterou que as decisões que afetaram a Avianca fazem parte da política de abertura do governo, que busca "multiplicar a conectividade" e as fontes de trabalho no país.

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