Vázquez completa 2 anos de mandato visando atrair investimentos ao Uruguai

Montevidéu, 1 mar (EFE).- O presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, completou nesta quarta-feira dois anos de mandato com a atenção voltada a atrair investimentos ao país, objetivo que tentou promover em cada uma das viagens oficiais que fez, buscando semear oportunidades que pudessem ser colhidas no futuro.

"Há tempo para tudo: para semear e para colher", disse Vázquez em seu último tour pela Europa, que o levou à Alemanha, Finlândia e Rússia para estreitar a relação com os líderes desses países.

"Foi uma oportunidade para semear investimentos que, no futuro, podem garantir o crescimento do país", explicou Vázquez.

Os avanços da economia são um fator-chave do governo, que costuma destacar no exterior que o Uruguai é o único país da América do Sul que registrou crescimento, ao contrário de Brasil e Argentina.

Esse destaque foi feito pelo presidente em mensagem divulgada em rede nacional de rádio e televisão hoje, na qual Vázquez afirmou que o Uruguai cresceu de forma ininterrupta por 13 anos.

"O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nos coloca acima de Chile, Argentina, México e Brasil", disse Vázquez.

No entanto, o governo acha que só será possível manter o patamar se conseguir concretizar investimentos nos próximos meses, como a eventual instalação de uma terceira fábrica de celulose no país.

A finlandesa UPM está negociando com representantes do governo uruguaio para construir uma segunda usina no país, que ficaria na região central. Vázquez, porém, enfrenta outra dificuldade: conseguir investidores para que a empresa opere no país, algo que foi destacado como fundamental para o empreendimento.

Recentemente, o diretor da agência de promoção de exportações do Uruguai, Antonio Carámbula, explicou que os investimentos em infraestrutura foram o principal foco de interesse dos empresários europeus na última viagem do presidente ao continente.

A missão oficial, que ocorreu entre 7 e 17 de fevereiro, foi avaliada pelo presidente como "muito positiva" para a possível chegada de novos investimentos ao país. Em dezembro, Vázquez disse que 2017 seria um ano de expectativas para os uruguaios, após reconhecer que 2016 tinha sido um período de "intenso trabalho".

O segundo ano do mandato de Vázquez foi marcado pela crise entre Venezuela e o Mercosul devido à polêmica pela transferência da presidência pro-tempore do bloco. Por isso, o governo do Uruguai foi atrás de outros mercados para colocar seus produtos, especialmente no setor alimentício, já que o país produz mais que consome.

A China surgiu como o parceiro comercial mais importante do Uruguai na Ásia, especialmente depois de Vázquez ter visitado o país e se reunido com o presidente chinês, Xi Jinping.

O principal resultado da visita uruguaia a Pequim foi a possibilidade de iniciar conversas e negociações para um tratado de livre-comércio, que ainda não está claro se seria bilateral ou regional, contando com a participação dos demais países do Mercosul.

No entanto, a segunda opção depende da vontade política de Argentina e Brasil, fato com o qual Vázquez deverá lidar nos próximos meses se quiser fechar o negócio. A China estabeleceu 2018 como data limite para o fim das conversas.

"Constitui um fato transcendente que, após quase 30 anos de relação comercial com a China, conseguimos elevar o nível para uma categoria de associação estratégica que nos permita avançar para um tratado de livre-comércio", disse Vázquez no pronunciamento divulgado em rede nacional hoje.

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