EI instala minas em cidade monumental de Palmira antes de deixar região

Cairo, 2 mar (EFE).- A maioria dos combatentes do grupo terrorista Estado Islâmico (EI) se retirou nesta quinta-feira da cidade monumental de Palmira (Síria), diante da ofensiva do Exército sírio, informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

Em sua saída, os terroristas minaram diversos pontos da cidade, patrimônio mundial da Unesco, por isso que as forças leais ao presidente Bashar al Assad ainda não têm o controle total da região, segundo um comunicado da ONG.

Os aviões e helicópteros da Rússia, aliada de Al Assad, estão intensificando seus bombardeios nas zonas ainda controladas pelos jihadistas em Palmira e nas regiões rurais a seu ao redor, segundo a própria fonte.

O Exército e as milícias leais a Al-Assad invadiram Palmira ontem, em uma ofensiva lançada a partir da cidade ocidental.

O grupo terrorista conquistou Palmira em maio de 2015 e foi expulso oito meses depois pelos soldados sírios, mas voltou a recuperar a antiga cidade romana o dezembro passado.

Durante seu domínio, os jihadistas dinamitaram os templos de Bel e Baal-Shamin, a frente do teatro romano, o arco do triunfo e várias estátuas do museu da cidade, ações que foram consideradas como "crimes de guerra" pela Unesco.

Palmira foi nos séculos I e II d.C. um dos centros culturais mais importantes da época e ponto de encontro das caravanas na Rota da Seda, que atravessavam o deserto do centro da Síria.

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