Esposa de Leopoldo López denuncia que não permitem visitá-lo há 8 dias

Caracas, 2 mar (EFE).- Lilian Tintori, esposa do dirigente opositor venezuelano preso Leopoldo López, denunciou nesta quinta-feira que não recebe informações sobre seu marido há oito dias e afirmou que foram proibidas todas as visitas ao político, inclusive de seus advogados.

"Leopoldo está trancado, estamos há oito dias sem saber nada dele. A ditadura não permite que seus filhos, que sua família, possam visitá-lo", escreveu Lilian em sua conta no Twitter, uma mensagem na qual incluiu a hashtag "#LOPNA" em referência à Lei de Proteção de Crianças e Adolescentes.

Em outra mensagem, ela diz que López, líder do partido Vontade Popular, está "isolado" na prisão militar de Ramo Verde, próxima a Caracas, onde está preso desde que se entregou às autoridades em 18 de fevereiro de 2014 e cumpre uma pena de quase 14 anos.

"Nem seus advogados podem visitá-lo", disse Lilian antes de fazer menção ao Ministério Público venezuelano.

Há três semanas o Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela (TSJ) rejeitou um recurso para reconsiderar a sentença apresentado pela defesa de López, que levará o caso para instâncias internacionais.

A confirmação da condenação aconteceu horas depois de Lilian se reunir em Washington com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que pediu a libertação "imediata" de López, através de uma mensagem no Twitter.

O líder do Vontade Popular se entregou às autoridades venezuelanas uma semana depois da realização de uma passeata que convocara para protestar contra o governo de Nicolás Maduro com um discurso que, segundo a acusação, incitou à violência que deixaria três mortos ao fim da manifestação.

No entanto, e apesar dessas três mortes serem atribuídas a funcionários das forças policiais, os críticos de López o apontam como responsável pela morte de outras 40 pessoas nos protestos antigovernamentais que ocorreram nos cinco meses seguintes.

Cabe lembrar que semanas depois da condenação de López foi divulgado que um dos agentes que o acusou, Franklin Nieves, tinha fugido da Venezuela aos EUA, onde declarou perante as autoridades locais que tinha sofrido pressões por parte de superiores para formular acusações "falsas" contra o opositor.

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