Governo da Síria acusa oposição de fazer negociação de paz como refém

Genebra, 2 mar (EFE).- O chefe da delegação do governo da Síria nas negociações de paz com a oposição, Bashar Jaafari, acusou nesta quinta-feira que os rebeldes estão fazendo o processo diplomático de refém, após a recusa de incluir como um dos temas centrais da agenda de discussão a luta contra o terrorismo.

"Isso não é uma surpresa para nós porque alguns membros da delegação de Riad (como o grupo de oposição é conhecido por ter se formado na capital da Arábia Saudita) pertencem a grupos terroristas", afirmou o diplomata sírio.

"Alguns grupos lutam junto às forças turcas invasoras no norte da Síria, outros são controlados por Israel, e também há os que seguem ordens de países que naõ só apoiam, mas exportam o terrorismo", completou o chefe de negociação do governo sírio.

Após as acusações, Jaafari disse que a "delegação de Riad" também transformou as negociações em refém se negando a formar um grupo único, com a admissão de representantes de outras organizações que pertencem à oposição tolerada pelo regime sírio.

Nesse sentido, o diplomata acusou a principal delegação de oposição de manter "posições obsoletas" e alertou os opositores serão os responsáveis pelo fracasso do diálogo se isso não mudar.

O governo da Síria propôs que a questão da luta contra o terrorismo seja incluída na agenda a ser discutida pela oposição. Até agora, a pauta tem três grandes temas: a transição política, a redação de uma nova Constituição e eleições livres.

A delegação governamental deseja que os quatro assuntos sejam discutidos de forma paralela e com o mesmo nível de importância.

"Nós propusemos uma agenda assim para discuti-la com uma só delegação e não com várias. Para isso, precisamos de uma oposição patriótica e não uma que é favorável a agendas que geram divisão", afirmou Jaafari.

O chefe da delegação síria disse que entregou ao enviado especial da ONU para o conflito, Staffan de Mistura, evidências de vínculos de delegados da oposição com o terrorismo.

"Não se trata de uma delegação independente do ponto de vista nacional e seguiremos considerando-os como terroristas até que eles provem o contrário", concluiu.

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