Principais grupos jihadistas do Sahel se fundem em uma única organização

Nouakchott, 2 mar (EFE).- Os quatro principais grupos jihadistas ativos no Mali e na extensa região do Sahel e do Saara no continente africano, proclamaram nesta quinta-feira sua fusão em uma só organização batizada como Grupo de Apoio ao Islã e aos Muçulmanos.

Este anúncio aconteceu através de um vídeo enviado à agência privada "Al Akhbar", da Mauritânia e habitualmente bem relacionada com os grupos jihadistas, que mostra os chefes dos quatro grupos jihadistas proclamando sua aliança.

A nova organização será dirigida pelo histórico líder tuaregue Iyad Ag Ghali, chefe do grupo Ansar Dine, ativo no Mali e na região do Sahel.

Junto a Ag Ghali estavam presentes na reunião os chefes do grupo Emirado do Saara, Yahya Abul Humam, e da Frente de Libertação de Macina, Amadu Kufa, assim como o número 2 do grupo Al Mourabitoun, Hassan al Ansari.

Ansari representa o histórico líder do Al Mourabitoun, o argelino Mojtar Belmojtar, que foi dado por morto na Líbia, mas seu grupo nunca confirmou a notícia.

Também participou da reunião um jihadista chamado Abderahman Sanhayi, que foi apresentado como o principal juiz do grupo Emirado do Saara.

A nova organização jihadista manifestou sua lealdade ao líder da Al Qaeda, Ayman al-Zawahiri, ao líder da Al Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI), Abu Musab Abdel Wedoud, e ao chefe dos Talibãs no Afeganistão, Haibatulah Ajundzada.

Os grupos fundidos nesta nova organização têm como alvo os exércitos dos países do Sahel, assim como as forças ocidentais presentes na região, concretamente as procedentes da França, devido à intervenção militar que realizam no Mali contra os grupos extremistas desde 2013 na chamada "Operação Berkhane".

O único chefe jihadista que não aderiu a esta nova organização extremista é Adnan Abul Walid Essahraui, líder do Movimento para a Unificação e a Jihad na África Ocidental (MUJAO), um grupo jihadista ativo na região do Sahel que nasceu como cisão do Al Mourabitoun antes de proclamar lealdade ao Estado Islâmico.

Na extensa região desértica do Sahel e do Saara, os dois grupos jihadistas, Al Qaeda e o Estado Islâmico, disputam a adesão de facções locais para seus projetos.

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