Turquia diz estar disposta a atacar forças curdas apoiadas pelos EUA

Ancara, 2 mar (EFE).- O governo da Turquia garantiu nesta quinta-feira que está disposto a atacar as forças curdo-sírias que são apoiadas pelos Estados Unidos na luta contra os jihadistas do Estado Islâmico (EI), se essas tropas não se retirarem da cidade de Manbij, o próximo alvo militar da Turquia no norte da Síria.

"Após Al Bab (cidade do norte da Síria onde a Turquia luta contra o EI) iremos a Manbij. A operação ainda não começou. Sabemos que há tropas dos Estados Unidos nesta região", disse o ministro das Relações Exteriores, Mevlüt Çavusoglu, em um encontro com a imprensa no parlamento.

"Queremos que as YPG (guerrilha curda da Síria) se retirem de Manbij. Já dissemos isso antes e as atacaremos se não se retirarem", acrescentou o ministro.

Nas últimas semanas, oficiais americanos visitaram a Turquia para estudar uma possível operação conjunta contra o Estado Islâmico nas cidades de Manbij e Al Raqqa, informou o jornal "Hürriyet".

O chefe das operações militares contra o EI na Síria e no Iraque, o tenente-general Stephen Townsend, afirmou ontem que forças locais curdas participarão das operações contra Al Raqqa.

A Turquia insiste em pedir aos Estados Unidos que force a retirada das YPG de Manbij, pois considera esta uma organização irmã do PKK, a guerrilha curda da Turquia, a quem classifica de terrorista.

"Não desejamos que nenhum de nossos aliados apoie grupos terroristas", declarou hoje o ministro.

Diante da possibilidade de as tropas turcas acabarem lutando contra soldados americanos, o ministro turco Çavusoglu disse: "Por que deveríamos lutar contra os EUA? O objetivo é limpar Manbij (das YPG). Não queremos um enfrentamento com os Estados Unidos".

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, também ressaltou hoje que o alvo da Turquia é a cidade de Manbij.

"Eles (YPG) devem se retirar de Manbij. Acreditamos que há aproximadamente 2.500 integrantes do Estado Islâmico em Al Raqqa", avaliou Erdogan.

"O problema seria solucionado se agíssemos todos juntos: a Turquia, o Exército Livre Sírio e a Coalizão" opinou Erdogan, em referência ao conjunto de forças opositoras ao regime sírio e à coalizão internacional contra o EI.

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