Le Pen não se apresentará a juízes que investigam "empregos fantasmas"

Paris, 3 mar (EFE).- A candidata da extrema direita nas eleições presidenciais da França, Marine le Pen, foi convocada pelos juízes que instruem o caso dos supostos "empregos fantasmas" que atribuiu como eurodeputada, mas não tem intenção de apresentar-se.

O advogado de Le Pen, citado pela emissora "France Info", confirmou hoje a convocação e explicou que Le Pen não se encontrará com os juízes invocando sua imunidade parlamentar.

A presidente do partido Frente Nacional (FN) já tinha se servido dessa imunidade na semana passada para se negar a comparecer a um interrogatório dos policiais que conduzem essa investigação.

Perante este novo procedimento que pode levar ao seu indiciamento, Le Pen escreveu uma carta aos magistrados na qual indicava que não se submeteria a seus requerimentos até que terminasse a campanha eleitoral.

A líder da extrema direita não cansou nos últimos dias de denunciar uma instrumentalização da justiça com intenções políticas.

A investigação realizada na França, com base nos elementos transmitidos pelo escritório europeu antifraude, pretende determinar se Le Pen contratou como assistentes parlamentares, com os fundos da Eurocâmara, seu guarda-costas, Thierry Légier, e sua chefe de gabinete, Catherine Griset, que na verdade trabalhava na sede da FN perto de Paris.

Griset, que foi conduzida para prestar depoimento à polícia no último dia 22 da mesma forma que Légier, foi indiciada perante as suspeitas de que foi remunerada pelo parlamento europeu quando na realidade se ocupava de assuntos internos de seu partido na França.

Le Pen negou que se tratasse de empregos fantasmas, se queixou que as investigações dos serviços antifraude europeus tenham sido feitas sem interrogá-la, e também que por trás de tudo isto esteve a animosidade política contra ela do anterior presidente do parlamento europeu, o social-democrata alemão Martin Schulz.

Paralelamente a isso, o plenário da Eurocâmara suspendeu ontem a imunidade parlamentar da líder da extrema-direita francesa por outro assunto, a publicação em sua conta no Twitter de imagens de vítimas de execuções do Estado Islâmico.

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