Operações para retirar menores das fileiras das Farc começam na Colômbia

Bogotá, 3 mar (EFE).- O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) confirmou nesta sexta-feira o início das operações para a retirada dos menores de idade das fileiras das Farc, que já se encontram integralmente nas 26 zonas de reunião, onde deixarão as armas.

As operações, realizadas com absoluta discrição, se tornaram possíveis graças às reuniões entre o governo colombiano e as Farc nas últimas semanas e acontecerão em diferentes pontos do país com a participação de várias organizações sociais designadas, indicou o CICV em comunicado.

Uma equipe de médicos da Cruz Vermelha examinará o estado de saúde dos adolescentes para que se mudem ao local onde os serão recebidos por membros do Unicef encarregados dos centros de amparo transitórios.

As organizações sociais mencionadas pelo CICV foram designadas a fim de preparar os menores de idade para sua mudança e no processo de reintegração social.

Um delegado da Secretaria Presidencial para os Direitos Humanos e os representantes do Conselho Nacional de Reincorporação (CNR) também acompanharão os menores durante o processo.

Caso seja necessário, o CICV oferecerá ajuda aos menores de idade para restabelecer contato com seus familiares.

O Comitê pediu que as medidas tomadas para preservar a identidade dos menores de idade sejam respeitadas e lembrou que a discrição "é um fator chave para o sucesso deste tipo de operações humanitárias, especialmente quando se trata situações que envolvem menores de 18 anos".

O chefe máximo das Farc, Rodrigo Londoño, conhecido como "Timochenko", disse há algumas semanas que o governo e a guerrilha definiram o programa para o atendimento aos menores de idade que saírem das fileiras do grupo armado, que será chamado de "Caminho diferencial de vida".

Os menores serão transferidos pelo CICV e dois delegados de organizações sociais a centros transitórios de amparo previamente definidos.

O número dois das Farc, Luciano Marín, conhecido como "Ivan Márquez", apontou em maio do ano passado que há 21 menores nas fileiras da guerrilha, embora o governo aponte que são 170, mas somente 13 foram devolvidos pelo grupo armado.

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