Secretário de Comércio dos EUA diz que prioridade é revisar o Nafta

Nova York, 3 mar (EFE).- O novo secretário de Comércio dos EUA, Wilbur Ross, afirmou nesta sexta-feira que a primeira prioridade de sua agenda será revisar o Tratado de Livre-Comércio na América do Norte (Nafta) e antecipou que manterá posições "agressivas" em temas comerciais.

"A prioridade da nossa agenda é o Nafta, porque achamos que faz sentido solidificar primeiro as relações com nossos próprios vizinhos", afirmou Ross em uma entrevista à rede financeira "CNBC".

Este tratado, que entrou em vigor em 1994, foi um dos principais alvos atacados por Donald Trump em sua passada campanha presidencial e as críticas se repetiram desde que chegou à Casa Branca, em 20 de janeiro.

Trump e sua equipe pensam que o tratado está diminuindo empregos nos Estados Unidos por empresas que se transferiram ao México para aproveitar as vantagens de uma mão-de-obra mais barata.

Ross disse que um dos temas que podem ser revisados do Nafta é o vinculado às regras de origem, que definem os componentes externos à região que têm os produtos manufatureiros que são comercializados entre os três países.

Esse tema pode ser "um pouco" ajustado, afirmou Ross, um empresário financeiro multimilionário que na segunda-feira foi ratificado como secretário de Comércio pelo Senado. "Claramente há um campo aí" para atuar, insistiu.

Ross também afirmou que pode ser revisado o tratado em vertentes com a estabilização cambial entre o peso e o dólar e as diferenças salariais entre os dois países.

Ross disse que a desvalorização que teve o peso mexicano esteve ligada ao temor dos Estados Unidos revisar o tratado comercial que o vincula com o México e Canadá.

"Se nós fizermos com o México um tratado comercial muito sensato, o peso mexicano se recuperará bastante", acrescentou.

Na entrevista, Ross insistiu nos princípios sobre comércio que Trump defendeu tanto na campanha como desde que chegou à Casa Branca e que buscam proteger os postos de emprego nos Estados Unidos.

"Seremos agressivos em comércio porque os tratados que fizemos historicamente resultaram na perda de empregos no setor manufatureiro e em uma grande quantidade de fechamento de empresas" do setor, acrescentou.

"Não queremos que isso continue", recalcou.

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