Trump pede investigação sobre laços de líder democrata do Senado com Putin

(Acrescenta a resposta de Schumer a Trump).

Washington, 3 mar (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, solicitou nesta sexta-feira uma "investigação imediata" dos laços do líder dos democratas no Senado, Chuck Schumer, com a Rússia e o chefe do Kremlin, Vladimir Putin.

Em mensagem em sua conta pessoal no Twitter, Trump fez esse pedido acompanhado de uma foto na qual Putin aparece junto com Schumer, a quem rotulou de "hipócrita total".

A foto em questão é de setembro de 2003 e foi feita em Nova York, no primeiro posto de gasolina nessa cidade da companhia russa Lukoil.

O senador respondeu ao presidente, também via Twitter, que não tem nenhum problema em falar desse contato que teve "com Putin e seus associados" em 2003 e que ocorreu "à vista da imprensa e do público", ao desafiar Trump e sua equipe a fazer "o mesmo" sobre seus encontros e conexões com funcionários russos.

O pedido de Trump para que se investigue Schumer, atual líder da minoria democrata no Senado, acontece em meio ao escândalo pelos contatos com a Rússia do procurador-geral dos EUA, Jeff Sessions, e de outra polêmica vinculada ao uso de um e-mail privado que o atual vice-presidente do país, Mike Pence, fez quando era governador de Indiana.

Quando era senador e assessor da campanha eleitoral de Trump, Sessions se reuniu duas vezes com o embaixador russo em Washington, Serguei Kislyak, nos meses prévios ao pleitos presidenciais de novembro do ano passado nos EUA e em plena tempestade pela suposta ingerência de Moscou nos mesmos.

Durante o processo no Senado sobre sua confirmação como novo procurador-geral e ao ser perguntado por eventuais contatos com o Kremlin, Sessions ocultou esses encontros com Kislyak por considerar, segundo alega agora, que aconteceram em sua condição de senador e não como assessor da campanha de Trump.

Perante as críticas suscitadas, Sessions deu uma entrevista coletiva nesta quinta-feira para anunciar que se afastará da investigação de seu departamento, o de Justiça, sobre a suposta ingerência russa nas eleições para prejudicar com ataques cibernéticos a então candidata Hillary Clinton e favorecer seu rival, o agora presidente Trump.

Através do Twitter e após ter salientado sua "total confiança" em Sessions, Trump disse ontem que seu procurador-geral poderia ter sido mais preciso em suas respostas sobre a Rússia no Senado, mas foi sem intenção e "não fez nada errado".

Por outro lado, Trump criticou o vazamento que permitiu ao jornal "The Washington Post" publicar a informação dos contatos de Sessions com o embaixador russo e disse que se trata de uma "caça às bruxas" contra seu governo.

Na mesma linha, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou hoje que o escândalo nos EUA pelos contatos de Kislyak com membros da campanha eleitoral de Trump "se parece muito com uma caça às bruxas".

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