EUA sabotaram testes de mísseis da Coreia do Norte, diz "New York Times"

Nova York, 4 mar (EFE).- Os Estados Unidos começaram há três anos um programa para sabotar com ataques de computador e eletrônicos os testes de mísseis da Coreia do Norte, e isso influiu nos erros registrados em alguns lançamentos, informa o jornal "The New York Times" neste sábado.

O diário afirma que este programa foi a alternativa que a Administração de Barack Obama escolheu perante os avanços de o programa nuclear e de mísseis do regime de Pyongyang e dos riscos que representavam para outras ações.

A informação, baseada em fontes das Administrações de Obama e de Trump, assim como documentos relacionados ao programa, vincula estes ataques a erros que fizeram diversos mísseis serem desviados do curso ou caírem no mar. Apesar de alguns casos poderem ser acidentes ou erros de fabricação, a maioria destes fracassos foi acentuado pelas ações desenvolvidas pelos Estados Unidos, segundo o jornal.

O programa tenta atrapalhar os lançamentos com ações no computador ou eletrônicas antes de os mísseis serem colocados na plataforma ou nos primeiros segundos após o lançamento, acrescenta o jornal nova-iorquino. Estas ações permitiram atrasar por vários anos a possibilidade de a Coreia do Norte ameaçar cidades americanas com mísseis intercontinentais dotados de ogivas nucleares.

Segundo o "NYT", Obama, que deixou a Casa Branca em 20 de janeiro, informou a Trump sobre este programa e disse que provavelmente seria o problema "mais urgente" que ele deveria enfrentar.

A Coreia do Norte informou nos últimos anos que testava mísseis de médio alcance e garante que está na "etapa final da preparação" para um teste inicial de mísseis intercontinentais, lembra o periódico.

Entre as opções que a Administração de Obama chegou a planejar estão negociações com o regime de Kim Jong-un para congelar o programa de desenvolvimento nuclear e de mísseis e ataques diretos a locais de lançamento. Também foi analisada a possibilidade de pressionar à China para diminuir apoio e relações comerciais com o regime de Pyongyang, embora no final o Executivo de Obama tenha decidido pelos ataques eletrônicos e cibernéticos.

De acordo com o jornal, o tema voltou a ser analisado pela Administração de Trump, que já fez pelo menos duas reuniões sobre este assunto com seus assessores de segurança, a última na terça-feira passada.

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