Ex-funcionário de Obama diz que acusações de Trump sobre grampo são "falsas"

Washington, 4 mar (EFE).- As acusações feitas pelo presidente de Estados Unidos, Donald Trump, sobre um suposto grampo em suas conversas durante a campanha eleitoral feito pelo governo de seu antecessor, Barack Obama, são "falsas", garantiu neste sábado um ex-funcionário do Departamento de Justiça em declarações à rede "CNN".

"Isso não aconteceu. É mentira", afirmou o ex-funcionário, que não teve a identidade revelada.

Ele se referia às denuncias feitas por Trump nesta manhã e que apontavam diretamente para Obama como responsável de gravações de conversas suas na Trump Tower.

"Terrível! Acabo de descobrir que Obama tinha minhas linhas grampeadas na Trump Tower antes da vitória. Não encontrou nada. Isto é Macartismo!", escreveu Trump no Twitter, citando a "caça às bruxas" feita pelo senador ultradireitista americano Joseph McCarthy nos anos 50.

O presidente, que está em sua residência particular em Mar-a-Lago, na Flórida, não provas destas acusações, mas comparou ao escândalo de Watergate que acabou com a presidência de Richard Nixon, em 1974.

Além de negar as falas de Trump, o ex-funcionário da Justiça ressaltou que as gravações não poderiam ter sido determinadas pelo presidente, mas por um juiz como parte de uma investigação, o que não ocorreu.

Ben Rhodes, que foi assessor adjunto de Segurança Nacional da Casa Branca, também recorreu ao Twitter para dizer que "nenhum presidente pode ordenar escuta de conversas".

"Essas restrições foram colocadas em vigor para proteger os cidadãos de gente como o senhor", disse Rhodes.

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