Governo afirma que denúncias contra Kuczynski e ministro carecem de sustento

Lima, 4 mar (EFE).- Os pedidos de investigação e as denúncias de suposta corrupção apresentadas pelo Ministério Público contra o presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, e o ministro dos Transportes e Comunicações, Martín Vizcarra, carecem de fundamento, afirmou neste sábado o chefe do gabinete, Fernando Zavala.

Em declarações à emissora "RPP Notícias", Zavala disse que o pedido de investigação preliminar contra Kuczynski está baseado em um relatório "totalmente tendencioso" e "feito sob medida para afetar a imagem do presidente".

O titular do Conselho de Ministros acrescentou que "não podemos ter procuradores que denunciem por informações jornalísticas, temos que ter mais seriedade".

Zavala afirmou ainda que pediu à ministra da Justiça, Marisol Pérez Tello, que se reúna com o Conselho de Defesa Jurídica do Estado para que se revise a qualidade das denúncias e que não sejam resultado de uma informação jornalística sem validação.

O jornal "Correo' informou hoje que a procuradora para o caso Lava Jato no Peru, Katherine Ampuero, pediu ao procurador da Nação, Pablo Sánchez, que investigue os supostos depósitos da Odebrecht para empresas vinculadas a Kuczynski.

Ampuero enviou um ofício a Sánchez onde cita a informação, publicada pela imprensa, da Nota de Inteligência N° 0079 na qual "aparecem 69 nomes que registrariam operações suspeitas em suas contas bancárias, entre os quais se encontraria o atual presidente da República, Pedro Pablo Kuczynski Godard".

Além disso, a procuradora enviou a reportagem intitulada "Corrupção no Peru", do portal La Mira TV, na qual se afirmou que a empresa Odebrecht Latinvest Peru realizou efetuou repasses a Latin America Enterprise, uma empresa ligada a Kuczynski.

Em relação à denúncia por suposta colusão apresentada pelo procurador Amado Enco contra Vizcarra, o primeiro-ministro disse que "é inconcebível" que a procuradoria diga que "há colusão com base em duas fotografias", ao lado de funcionários do consórcio Kuntur Wasi que adjudicou a construção do aeroporto de Chinchero.

"Não vi nenhum fundamento e é estranho o momento em que se apresenta" a denúncia, comentou Zavala, dado que Vizcarra, também vice-presidente da República, enfrentará uma interpelação no Congresso pelo adendo do contrato com o Kuntur Wasi.

De acordo com procuradoria, o Ministério de transportes deveria ter tomado outras medidas, ao advertir que o Kuntur Wasi tinha problemas de financiamento para iniciar as obras do aeroporto de Chinchero, como deixar sem efeito o contrato, cobrar a carta fiança e convocar uma nova licitação, segundo informou o jornal "La República".

Ao invés disso, o governo assinou um contrato com um adendo no qual o Estado assume o maior custo do projeto, pois terá um valor de US$ 520 milhões, dos que US$ 410 milhões serão cobertos pelo governo peruano e US$ 109 milhões pelo consórcio concessionário.

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