OMS diz que 12 pacientes podem ter sido expostos a agente químico em Mossul

Genebra, 4 mar (EFE).- Um hospital de Erbil, capital do Curdistão iraquiano, tratou de 12 pacientes, entre eles mulheres e crianças, desde o dia 1º de março pela possível exposição a agentes químicos em Mossul, informou a Organização Mundial da Saúde (OMS) neste sábado.

Estes pacientes foram internados no hospital com problemas respiratórios e queimaduras, de acordo com autoridades de saúde locais citadas pela OMS em comunicado. Dessas 12 pessoas, quatro "mostravam sinais graves associados com a exposição a um agente abrasador", afirmou a OMS.

Na sexta-feira, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) afirmou que pelo menos sete civis estavam internados em um hospital perto da cidade de Mossul, no norte do Iraque, por terem ficado expostos a agentes químicos tóxicos durante a ofensiva para expulsar os jihadistas do grupo Estado Islâmico (EI).

"A OMS está extremamente alarmada pelo uso de armas químicas em Mossul, onde civis inocentes já enfrentam um sofrimento inimaginável como resultado do conflito", ressaltou a organização.

A OMS e as autoridades de saúde locais ativaram um plano de resposta emergencial para tratar de maneira segura os homens, as mulheres e as crianças que podem ter ficado expostos a um "agente químico altamente tóxico".

A organização e seus parceiros trabalham com as autoridades em Erbil para apoiar o tratamento destes pacientes, indicou.

"Desde o começo da crise em Mossul, a OMS tomou passos concretos para estar preparada para o potencial uso de armas químicas, junto com as autoridades de saúde locais", afirmou.

Como parte do plano de contingência perante armas químicas, especialistas da OMS formaram mais de 120 médicos e forneceram equipes para descontaminar de maneira segura e estabilizar aos pacientes antes que estes sejam transferidos a hospitais para um atendimento médico adicional.

A OMS lembrou que o uso de armas químicas é um crime de guerra e está proibida em uma série de tratados internacionais, tais como a Declaração de Haia sobre Gases Asfixiantes, o Protocolo de Genebra, a Convenção sobre Armas Químicas e o Estatuto do Tribunal Penal Internacional (TPI).

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