Ativistas sudaneses são condenados a 1 ano de prisão

Cartum, 5 mar (EFE).- A Justiça do Sudão condenou neste domingo três ativistas de direitos humanos a um ano de prisão cada por "publicar informação falsa" e "espionar", informou o advogado dos acusados.

Na corte onde aconteceu o julgamento, Nabil Adib detalhou à imprensa que Khalaf-Allah Al-Afif e Midhat Hamdan foram condenados por publicar informação falsa, enquanto Mustafa Adam foi sentenciado por espionagem. Os três trabalhavam no Centro de Treinamento e Desenvolvimento Humano (TRACKS), em Cartum, que oferece cursos na área dos direitos humanos, e foram detidos em maio de 2016.

A Justiça também determinou uma multa de 50 mil libras sudanesas (pouco mais de R$ 23 mil) a cada um, acrescentou Adib. Ele garantiu que o trio será solto em breve, porque já cumpriu sete meses em prisão, o que equivale a um ano de reclusão, conforme o sistema penal do Sudão. Adib afirmou que a defesa vai recorrer da sentença.

O Ministério da Segurança Nacional tinha apresentado acusações contra os ativistas, como "instigar contra o regime governante" e "espionar para entidades estrangeiras", que podem ser castigadas com a prisão perpétua ou a pena de morte no Sudão.

Dezenas de ativistas e familiares de acusados, assim como diplomatas estrangeiros e representantes de ONG, assistiram ao julgamento hoje.

As autoridades sudanesas costumam perseguir ativistas, integrantes da sociedade civil e jornalistas, assim como qualquer voz dissidente no país, onde é aplicada uma interpretação rígida da lei islâmica.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos