Autoridades encontram corpo de refém alemão decapitado por grupo ligado ao EI

Manila, 5 mar (EFE).- Os corpos de segurança das Filipinas recuperaram o corpo sem cabeça do refém alemão Jürgen Kantner, que o grupo Abu Sayyaf, ligado ao Estado Islâmico (EI), decapitou na semana passada ao não receber o resgate no prazo exigido.

O portal de notícias filipino "Rappler" informou neste domingo que um grupo de militares encontrou o corpo ontem na ilha de Jolo, uma das bases do grupo armado, situada cerca de 960 quilômetros ao sul de Manila.

O coronel Cirilito Sobejana afirmou que os restos mortais foram enviados ao necrotério à espera que se completem os trâmites para repatriar o corpo.

Em comunicado datado este domingo, Ernesto Abella, porta-voz da presidência das Filipinas, ressaltou o compromisso das autoridades para perseguir os responsáveis pelo assassinato.

Desde a decapitação de Kantner, de 70 anos, as tropas filipinas intensificaram sua ação na região de Jolo, onde vários combates registrados esta semana entre o exército filipino e o Abu Sayyaf se saldaram com 15 jihadistas abatidos e 29 soldados feridos.

O Abu Sayyaf reivindicava ao governo da Alemanha um pagamento de US$ 600.000 antes da tarde de 26 de fevereiro para libertar o refém.

O alemão foi sequestrado em novembro do ano passado quando navegava em seu iate nas águas do estado malaio de Sabah, contíguo com o sul das Filipinas.

Durante o ataque, os terroristas de Abu Sayyaf mataram a tiros sua esposa, cujo corpo foi achado pelas autoridades filipinas no dia 7 de novembro na embarcação na qual ambos viajavam e onde supostamente foram abordados.

O grupo jihadista filipino, que jurou lealdade ao Estado Islâmico, intensificou sua atividade no último ano com o sequestro de dezenas de pessoas nas águas do sudoeste das Filipinas e do nordeste da Malásia, muitas delas tripulantes de embarcações que navegavam pela região.

O Abu Sayyaf já decapitou entre abril e junho do ano passado os canadenses John Ridsdel e Robert Hall, após fracassarem as negociações para sua libertação.

O grupo armado mantém em seu poder outros 32 reféns estrangeiros: 13 vietnamitas, sete indonésios, seis filipinos, cinco malaios e um holandês, segundo o porta-voz.

O Abu Sayyaf, criado em 1991 por veteranos da guerra do Afeganistão contra a União Soviética, tem suas fortificações no sul das Filipinas, onde foi responsabilizado por vários atentados e sequestros com os quais financia suas atividades.

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