China anuncia mais apoio ao exército com reforço de defesa aérea e marítima

Pequim, 5 mar (EFE).- O governo chinês anunciou neste domingo mais apoio às suas forças armadas com o reforço da defesa aérea e marítima, sem concretizar por enquanto a despesa em Defesa que realizará neste ano como costuma fazer na apresentação de seus objetivos anuais.

O primeiro-ministro, Li Keqiang, disse que a China reforçará a defesa aérea e marítima, assim como os controles fronteiriços, na apresentação do relatório de governo perante a Assembleia Nacional Popular (ANP, Legislativo), que começou neste domingo seu plenário anual.

Li apresentou parte dos orçamentos e metas do regime para 2017, que o parlamento discutirá e aprovará no final de suas quase duas semanas de reuniões, mas por enquanto o governo não revelou o número exato da despesa militar.

No sábado, a porta-voz da ANP confirmou que o orçamento de Defesa seria aumentado em cerca de 7% este ano, um dos menores incrementos em quase dez anos, mas o número costumava ser concretizado na abertura da Assembleia.

Li reafirmou seu compromisso com a profunda reforma das forças armadas, lançada em 2015 e que prevê um corte de 300.000 soldados até o final deste ano, com o objetivo de modernizá-las e capacitá-las para os desafios atuais.

"Garantiremos a organização de grandes operações contra o terrorismo, para garantir a estabilidade da paz internacional, e prestaremos serviço de escolta em alto-mar", detalhou Li.

Com a reforma, o governo procura eliminar paulatinamente o modelo soviético das forças armadas e torná-lo mais leve, rápido e funcional. As medidas se acrescentam a uma campanha contra a corrupção na até agora intocável corporação.

As medidas foram anunciadas após o auge da China como potência mundial e em um momento no qual reforça sua presença militar na região, o que suscitou a preocupação de países vizinhos.

Perante as críticas e após anunciar o aumento do orçamento de defesa, a porta-voz da Assembleia, Fu Ying, tentou acalmar os ânimos no sábado ao assegurar que a China não representa uma ameaça.

"Durante a última década, o mundo foi testemunha de vários conflitos e inclusive guerras que causaram uma grande perda de vidas e pobreza, assim como o deslocamento de muitos refugiados. Nada disto foi causado pela China", ressaltou Fu.

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