China não permitirá nenhuma atividade independentista de Taiwan e Hong Kong

Pequim, 5 mar (EFE).- O governo chinês, que advertiu neste domingo contra qualquer tendência separatista por parte de Taiwan e Hong Kong, seguirá aplicando a diretriz de "um país, dois sistemas" e o princípio de uma só China para "salvaguardar a soberania e integridade" do país.

A advertência foi incluída no relatório de trabalho do governo lido neste domingo pelo primeiro-ministro, Li Keqiang, perante a Assembleia Nacional Popular (ANP, o Legislativo chinês), que começou sua reunião anual hoje em Pequim.

"Combateremos e frearemos decididamente as atividades separatistas que perseguem a independência de Taiwan e não permitiremos em absoluto a secessão da ilha da pátria em nenhuma forma e sob nenhum nome", garantiu Li.

O primeiro-ministro acrescentou que "temos de manter-nos aderidos ao princípio de uma só China, defender o 'Consenso de 1992' como base política comum, salvaguardar a soberania e a integridade territorial do país", assim como manter a estabilidade de ambos lados do Estreito de Formosa.

Sobre Hong Kong, Li ressaltou que a independência desta região administrativa especial "é um beco sem saída", e destacou a importância de que "a diretriz 'um país com dois sistemas' seja executada sem vacilação" tanto em Hong Kong como em Macau.

O discurso do primeiro-ministro acontece exatamente três semanas antes de que Hong Kong realize eleições, no próximo dia 26, para escolher o presidente de seu governo regional.

A China controla esses pleitos através de um comitê prévio no qual elege os três candidatos que se apresentarão à votação.

Em 2016 apareceram na cena política da ilha novos partidos políticos com reflexos independentistas como o Demosisto, fundado por alguns dos jovens que lideraram os protestos de 2014 e que se declaram abertamente a favor da autodeterminação da antiga colônia britânica, nas mãos da China desde 1997.

Enquanto isso, as tensões entre a China continental e a ilha de Taiwan continuam, após a ampla vitória nas eleições do ano passado da independentista Tsai Ing-wen, do Partido Democrata Progressista (PDP), que obteve 75,6% dos votos.

Tsai se negou a aceitar o chamado "Consenso do 1992" (pelo qual ambas partes aceitam que há só uma China, embora difiram sobre a interpretação do conceito).

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