FBI pediu sem sucesso que Justiça dos EUA desmentisse escutas sobre Trump

Washington, 5 mar (EFE).- O diretor do FBI (polícia federal americana), James Comey, solicitou sem sucesso durante o fim de semana ao Departamento de Justiça que desmentisse publicamente as acusações do presidente Donald Trump de que seu antecessor, Barack Obama, tinha mandado gravar suas comunicações em 2016, informaram neste domingo alguns veículos de comunicação americanos.

A informação foi revelada em primeiro lugar pelo jornal "The New York Times" e confirmada posteriormente por outros veículos, que citaram como fontes altos funcionários americanos.

Comey argumentou que a gravidade das acusações sobre grampos nas comunicações de Trump exigiam um comunicado público por parte do Departamento de Justiça, assinalando que eram incorretas.

A denúncia de Trump, sem provas, de que seu antecessor no cargo tinha ordenado esta espionagem foi divulgada no sábado através da hiperativa conta no Twitter do presidente, e foi rejeitada como "simplesmente falsa" por Obama através de um comunicado de seu porta-voz, Kevin Lewis, horas depois.

Caso estas escutas existissem, o mais provável é que fosse o próprio FBI o encarregado de realizá-las, o que explica a insistência de seu diretor em tomar distância delas.

Além disso, Comey quis insistir que, legalmente, o presidente americano não pode ordenar estas gravações, algo que deve ser ratificado por um juiz federal.

Por enquanto, o Departamento de Justiça se manteve em silêncio a respeito.

Por sua parte, o presidente Trump, através de um comunicado de seu porta-voz, Sean Spicer, pediu hoje que seja o Congresso quem averigue estas supostas escutas, dentro do caso sobre a ingerência da Rússia nas eleições de novembro do no passado, e determine se houve um potencial abuso de poder por parte do Executivo de Obama.

Spicer ressaltou que nem a Casa Branca nem o presidente Trump voltariam a realizar mais declarações sobre estas polêmicas revelações, das quais seguiam sem apresentar evidências.

As acusações geraram um novo rebuliço no agitado primeiro mês e meio do governo de Trump, poucos dias depois que o procurador-geral, Jeff Sessions, que lidera o Departamento de Justiça, se afastou do caso sobre ingerência russa nos pleitos depois que foi confirmado que tinha se reunido no ano passado com o embaixador russo em Washington, Serguei Kislyak.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos