Fillon diz não vê razões para deixar corrida eleitoral

Paris, 5 mar (EFE).- O candidato da direita às presidenciais francesas, François Fillon, afirmou neste domingo que não vê motivos para abandonar a corrida eleitoral, principalmente depois do apoio popular recebido nesta tarde na rua, e que, embora esteja disposto a dialogar com o partido, a decisão final será tomada por ele.

"Ninguém pode me impedir de ser candidato", ressaltou Fillon em entrevista ao canal "France 2", na qual lembrou que foi "eleito democraticamente" nas primárias da direita e do centro em novembro passado, e conta com as assinaturas necessárias para formalizar sua candidatura.

Ele admitiu está "disposto a dialogar" e, embora participe amanhã do conselho político organizado pelo seu partido, Os Republicanos, após uma convocação de urgência, a decisão final será sua. Segundo ele, a intenção de seguir "foi confortada" hoje pela concentração na Esplanada do Trocadero, em Paris, "que todo mundo dizia que seria um fracasso e foi um sucesso". Na contagem do candidato o encontro reuniu 200 mil pessoas. Na versão da Polícia o evento teve 40 mil.

Na opinião de Fillon, abandonar a disputa levaria a direita e o certo a "um beco" e um programa menos "radical" que o seu seria um desastre.

"Não sou autista, enxergo as dificuldades. Não estou fechado em uma certeza, mas vejo que não existe alternativa", afirmou.

Perante a deserção em massa de políticos da direita pelo escândalo que vem se arrastando (mais de 250 pediram que ele abandone a corrida ao Eliseu), o candidato afirmou que "não é o partido quem vai decidir". Ele reconheceu que esteve em contato nos últimos dias com seus principais rivais nas primárias, Alain Juppé e Nicolas Sarkozy, mas enfatizou que ninguém tomará "a decisão em seu lugar".

Muitos dos que pediram que Fillon renunciasse propuseram Juppé como substituto por ter ficado em segundo lugar nas primárias de novembro. Sobre essa alternativa, ele disse que "não corresponde à escolha da direita e do centro".

"Qualquer candidatura improvisada a 50 dias das eleições presidenciais com um projeto que não seja de ruptura nem de fundo radical, como o que propus e que gerou a minha vitória nas primárias (...), levaria ao fracasso", defendeu.

Juppé, que deixou no ar que poderia substituir Fillon caso ele abandonasse a disputa, disse esta noite que amanhã fará uma declaração à imprensa em Bordeaux, a cidade onde é prefeito.

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