Netanyahu pedirá a Putin que Irã não permaneça na Síria após acordo

Jerusalém, 5 mar (EFE).- O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, deverá pedir ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, com quem se reunirá na próxima quinta-feira em Moscou, para que as negociações de um acordo de paz para a Síria não contemplem nenhum tipo de presença do Irã no país vizinho.

"No centro de nossas conversas estarão a Síria e as tentativas de conseguir um acordo lá. Dentro deste acordo, e fora dele, o Irã tenta se afiançar na Síria com presença militar terrestre e naval", disse Netanyahu neste domingo, ao inaugurar a reunião semanal com seu Conselho de Ministros.

De acordo com Netanyahu, "há também uma progressiva tentativa de abrir (contra Israel) uma frente na Colinas do Golã", que Israel ocupa desde 1967 e permaneceu em relativa paz durante quatro décadas do governo da família Assad. No entanto, nos últimos três ou quatros anos, os conflitos na região aumentaram.

O que Israel realmente teme é a crescente presença no planalto do braço armado do movimento xiita Hezbollah, afim a Teerã, segundo advertem há mais de um ano fontes de inteligência.

O primeiro-ministro israelense garantiu que, em sua reunião da próxima quinta-feira com Putin, expressará "a taxativa e decisiva oposição de Israel" a qualquer tipo de influência de Teerã na Síria.

As visitas de dirigentes israelenses a Moscou, e vice-versa, aumentaram nos últimos dois anos em relação com o conflito sírio. Na última, realizada em Jerusalém com o primeiro-ministro Dmitri Medvedev em novembro do ano passado, Israel já havia expressado o pedido de manter o Irã fora da Síria.

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