Acnur expressa preocupação com novo decreto migratório de Trump

Genebra, 6 mar (EFE).- A Agência da ONU para os Refugiados (Acnur) expressou nesta segunda-feira sua preocupação pelo novo decreto migratório dos Estados Unidos que proíbe a entrada de refugiados no país e retém a emissão de vistos para os cidadãos do Irã, Somália, Iêmen, Líbia, Síria e Sudão, todos de maioria muçulmana.

Em comunicado, a Acnur lembrou ao presidente dos EUA, Donald Trump, que os refugiados são "pessoas comuns que foram obrigadas a fugir da guerra, da violência e da perseguição em seus países de origem e que continuam precisando de proteção urgente para salvar suas vidas".

"Continua sendo imperativo dar proteção às pessoas que fogem da violência mortal e estamos preocupados com esta decisão que, embora seja temporária, pode aumentar a angústia dos afetados", afirmou o alto comissário para os Refugiados, Filippo Grandi.

A Acnur ressaltou que foi um parceiro de longa data dos EUA na hora de buscar soluções para os problemas dos refugiados, e expressou seu desejo de continuar a relação neste sentido.

A agência reiterou sua disposição em abordar de maneira "construtiva" com o governo Trump todos os programas de refugiados para assegurar que cumpram os padrões mais elevados de segurança.

Os EUA estabeleceram uma proibição de entrada no país durante 120 dias para os refugiados de todo o mundo, embora tenha determinado que uma permissão de entrada pode ser outorgada caso seja de "interesse nacional".

O novo decreto não menciona de maneira específica os cidadãos sírios e os iguala aos refugiados do resto do mundo, de modo que terão proibida sua entrada nos EUA durante 120 dias, e não de maneira indefinida, como estabelecia a medida anterior.

"Os americanos desempenharam durante muito tempo um papel crucial na hora de promover a estabilidade global enquanto exemplificavam em paralelo os ideais humanitários mais elevados", afirmou a Acnur no comunicado.

"Este é o padrão máximo na proteção dos refugiados e um modelo poderoso para todos os países. Em um momento de níveis recorde de deslocamentos forçosos, este tipo de liderança é mais necessário do que nunca", acrescentou a agência da ONU.

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