AIEA defende perante Estados Unidos as vantagens do pacto nuclear com Irã

Viena, 6 mar (EFE).- A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) explicou nesta segunda-feira que defendeu perante o novo governo americano as vantagens do acordo nuclear fechado em 2015 com o Irã, um pacto que o presidente Donald Trump qualificou como "desastroso".

Assim manifestou hoje em Viena Yukiya Amano, diretor-geral do órgão da ONU, que se reuniu na quinta-feira passada em Washington com o secretário de Estado americano, Rex Tillerson.

"Em particular, em relação ao Irã, destaquei que o JPCOA (Plano Integral de Ação Conjunta, por sua sigla em inglês) é uma conquista do ponto de vista da verificação e que agora temos um forte regime de verificação no Irã, enquanto as atividades nucleares do Irã reduziram", afirmou Amano.

O principal responsável do organismo acredita que a cooperação com os Estados Unidos vai ser muito boa no futuro.

Perguntado sobre se opina que os Estados Unidos também veem o acordo como uma vantagem ou se ainda é preciso convencê-lo, Amano garantiu que para o novo governo "é muito cedo para fazer uma avaliação".

O diplomata japonês indicou que a avaliação positiva que ele fez perante Tillerson explica que a AIEA é o único órgão encarregado de verificar que o acordo está sendo cumprido.

"Estamos centrados nos fatos, temos inspetores no terreno, estamos controlando e verificando e podemos dizer que o JPCOA está sendo aplicado", resumiu Amano.

Este acordo, assinado em 2015 entre Irã e seis grandes potências (Alemanha, EUA, França, China, Reino Unido e Rússia), limita o tamanho e o alcance do programa atômico iraniano para impedir que tenha capacidade de fabricar rapidamente bombas atômicas.

Amano lembrou que, dentro desse acordo, a AIEA segue avaliando se há no Irã materiais nucleares não declarados, produto das décadas na qual esse país manteve em segredo seu programa atômico.

Nesse sentido, afirmou que o Irã entregou uma ampla declaração que a AIEA está avaliando e sobre a qual está pedindo mais dados, e que esse processo levará muito tempo.

"Levará anos para chegar a uma conclusão de que tudo está bem", disse Amano, que afirmou que o Irã está cumprindo com o chamado protocolo adicional pelo qual se compromete a facilitar informação e acesso a instalações nucleares.

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