Embaixador norte-coreano deixa Malásia após ser expulso

Bangcoc, 6 mar (EFE).- O embaixador da Coreia do Norte na Malásia, Kang Chol, deixou o país nesta segunda-feira após receber uma ordem de expulsão por suas críticas à investigação local sobre a morte de Kim Jong-nam, irmão mais velho do líder norte-coreano, Kim Jong-un.

O diplomata norte-coreano partiu, junto com a esposa, no voo da Malaysia Airlines MH360 com destino a Pequim, desde onde deve tomar outro avião rumo a Pyongyang, informou a agência oficial "Bernama".

O diplomata cumpriu o prazo de 48 horas outorgado no sábado pelo Ministério das Relações Exteriores ao chegar 15 minutos para o término do ultimato ao aeroporto, onde disse que a decisão de sua expulsão danifica "gravemente as relações bilaterais".

"A Malásia está danificando gravemente as relações bilaterais que mantivemos durante mais de 40 anos", manifestou Kang Chol na porta do terminal de embarque do aeroporto, segundo a "Channel News Ásia".

"Foi realizada uma autópsia sem consentimento ou a assistência do pessoal da embaixada", acrescentou o diplomata através de um tradutor.

A ordem de expulsão foi emitida depois que o diplomata rejeitou se desculpar por seus comentários críticos à investigação da morte em Kuala Lumpur do irmão mais velho do atual líder norte-coreano e não compareceu a uma reunião convocada pelo chanceler malaio.

O emissário qualificou de "parciais" as investigações que concluíram que Kim Jong-nam morreu em 13 de fevereiro após ser atacado no aeroporto de Kuala Lumpur por duas mulheres.

Pyongyang sustenta que a morte foi causada por um ataque cardíaco e acusou as autoridades malaias de conspirar com seus inimigos.

O vice-primeiro-ministro da Malásia, Ahmad Zahid Hamidi, acusou Kang Chol de querer manipular o crime, que segundo as autoridades da Coreia do Sul foi cometido por incumbência de agentes norte-coreanos.

Até o momento, as autoridades malaias detiveram e acusaram por assassinato duas mulheres, uma indonésia e um vietnamita.

Também foi detido um químico norte-coreano que foi libertado sem acusações e deportado a seu país na sexta-feira.

Além disso, procuram quatro norte-coreanos que fugiram do país no mesmo dia do crime acusados de planejarem a ação e recrutar as duas mulheres, e um funcionário da companhia aérea estatal norte-coreana Koryo que teria se refugiado na embaixada.

As autoridades malaias igualmente pediram um encontro com o segundo secretário da embaixada norte-coreana, que goza de imunidade diplomática, e que foi visto junto ao funcionário da Koryo se despedindo no aeroporto dos quatro suspeitos.

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