Embaixador norte-coreano expulso da Malásia chega a Pequim escoltado

Pequim, 7 mar (EFE).- Kang Chol, o diplomata norte-coreano expulso da Malásia por suas críticas à investigação da morte de Kim Jong-nam, chegou esta noite a Pequim no meio de um grande dispositivo policial, que escoltou sua saída do aeroporto.

O voo no qual viajava o já ex-embaixador na Malásia, o MH360 da Malaysia Airlines, aterrissou às 0h20 (horário local, 13h20 de Brasília) no terminal 3 do aeroporto internacional de Pequim e, pouco depois, o diplomata deixava o local por uma saída controlada por forças de segurança chinesas.

O numeroso grupo de jornalistas que estava há mais de duas horas aguardando a chegada do político foi forçado a permanecer atrás de um cordão policial, a cerca de cem metros da porta pela qual Kang Chol saiu acompanhado de sua família.

O norte-coreano entrou junto a sua esposa e sua filha em um veículo com matrícula diplomática e deixou o aeroporto sem fazer declarações à imprensa.

A polícia chinesa começou a controlar o terminal de desembarque do aeroporto duas horas antes da aterrissagem do embaixador.

Em frente à embaixada, várias viaturas também controlavam o acesso principal. Após várias horas de espera, no entanto, os repórteres começaram a deixar o aeroporto sem que o veículo que transportava o político tivesse aparecido.

Kang Chol está na China de passagem para voltar a seu país, apesar de por enquanto não se saber quando pegará o voo a Pyongyang.

Antes viajar a Pequim, o embaixador considerou em Kuala Lumpur que a Malásia "está danificando gravemente as relações bilaterais" com a Coreia do Norte, que duram "mais de 40 anos".

Pouco depois, Pyongyang anunciou a expulsão do embaixador malaio na capital norte-coreana em represália à de seu representante diplomático na Malásia.

A ordem de Kuala Lumpur aconteceu após Kang Chol rejeitar se desculpar por suas críticas à investigação do assassinato de Kim Jong-nam, meio-irmão do líder norte-coreano, Kim Jong-un, por parte do Executivo malaio, e após o embaixador não comparecer a uma reunião convocada pelo chanceler da Malásia.

O representante da Coreia do Norte considerou "parciais" as pesquisas malaias que concluíram que Kim Jong-nam morreu em 13 de fevereiro após ser atacado no aeroporto de Kuala Lumpur por duas mulheres que esfregaram em seu rosto o agente VX, uma arma de destruição em massa, segundo a ONU.

Pyongyang, por sua vez, sustenta que a morte foi causada por um ataque cardíaco e acusa as autoridades malaias de conspirar com Estados Unidos e Coreia do Sul.

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